A pior, eu acho, é a minha relação com o sono. Não tenho exatamente insônia, mas algo mais complexo me acomete quando é chegada a hora de dormir. Não consigo deitar até estar apagando, caso contrário, sou capaz de passar horas na cama de um lado para o outro. Vez por outra, tomo um rivotril ou qualquer torpedinho para me afundar, coisa leve, mas não é algo que possa ser feito com freqüência.
Falando em torpedo, lembro-me quando estava num avião para a Inglaterra, classe econômica, e era incapaz de fechar os olhos. Tomei uma dose de uísque, e nada. Pedi a segunda – e foi quando uma das pessoas que viajavam comigo me ofereceu meio comprimido de Rohypnol, prontamente aceito. Engoli o comprimido com o resto do uísque e... nada! Acabei conseguindo dormir somente uma horinha antes do pouso.
A conseqüência de não dormir à noite? Sono diurno, ora pois! Já fiquei conhecido por dormir no trabalho, por mais inusitada ou barulhenta que seja a situação. Outro macete, além da cabeça na almofada do mouse, é dormir no banheiro – algo que faço desde que comecei a estudar de manhã na segunda série primária.Acho que o meu dia deveria ter mais de vinte e quatro horas. Talvez esse seja o meu problema, um relógio biológico com horas de uns oitenta minutos! Mas a gente acaba se adaptando, dormindo três, quatro, cinco horas por noite e descontando tudo no fim de semana, normalmente acompanhado por uma ressaca fenomenal e garrafinhas d'água ao lado da cama!
