9 de setembro de 2008

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?

Sempre fui fã das historinhas do Maurício de Sousa, pelo menos até a publicação passar a ser feita pela Globo. E, mesmo muito criança, havia uma personagem que me intrigava. Para mim, ele era o estereótipo do jovem de bem com a vida, músico, cercado de amigos.

O Rolo, que era amigo da gostosa da Tina e, por mais que as historinhas passassem longe disso, sempre havia uma chance latente deles se pegarem. Tinha bons amigos como o Zecão e a Pipa e, apesar das dúvidas quanto ao futuro, era um cara bem resolvido.

Para uma criança nos seus seis, sete anos, um cara de dezoito é adulto. Faculdade? É coisa de gente madura, que já sabe o que quer da vida. E era assim que eu queria ser quando crescesse: como o Rolo. Até porque, no ano 2000 eu já teria 22 anos, praticamente um senhor, provavelmente com mulher e filhos!

Como nos enganamos quando somos pequenos! Hoje, após três décadas de vida, não vejo tanta diferença entre uma criança de sete e uma de dezoito. Aos 22, não sabia nem para que lado ir, apenas estava na faculdade com um estágio e um namoro com prazo de validade anotado na embalagem.

Mas não posso negar que tive, sim, minha fase Rolo na faculdade. Só é uma pena que essa parte da vida dure tão pouco em comparação aos anos que esperei para vivê-la.

2 de setembro de 2008

TOLERÂNCIA

Passeatas e mais passeatas, protestos, clamores. Tudo para que nós admitamos como odiamos uns aos outros. Tolerância é a palavra do momento. Já foi amor. Eu prefiro a indiferença.

Não a indiferença em relação aos problemas de outrem. Nem aquela referente às conseqüências de nossos atos em relação às nossas vidas e daqueles que nos cercam.

Clamo pela indiferença, e não pela tolerância. Indiferença em relação ao que me distingue de você. Só toleramos aquilo que nos desagrada, descontenta ou no causa ódio ou raiva. Ignoramos o que nos é corriqueiro.



Mas isso somente poderá existir quando não enxergarmos mais a diferença. Apenas gente.