NADA QUE VOCÊ NÃO QUEIRA
Alguma mulher acredita nessa frase? "Vamos lá, não vou fazer nada que você não queria..."
Confesso que soou estranho quando falei. Parecia aquele típico "lá eu dou um jeito de te comer", mas, de fato, não era. Até porque, nessa época, havia para mim coisas mais importantes do que sexo quando eu saía com uma mulher.
Ela era prima de um amigo, ficou a fim de mim assim que me viu. Três ou quatro anos mais velha do que eu, havia tido um ou dois caras a vida toda e levava o sexo muito a sério. Era inteligente, astuta e baiana; estava passando uns dias no Rio de Janeiro.
Logo, comecei a traçar minha estratégia para ganhá-la. Fomos em galera ao cinema, estratégia de seus primos para facilitar as coisas. Sentamo-nos isolados do resto do pessoal, o que tornou tudo mais fácil. Some-se a isso o fato do filme ser muito ruim e pronto, logo estávamos nos beijando.
Voltamos para a casa de seus primos, que foram dormir e nos deixaram a sós na sala. Tivemos uma conversa para lá de íntima; perguntei se ela gritava quando gozava. Respondeu: "você vai descobrir". Logo, nossas mãos começavam a explorar outras partes do corpo enquanto os beijos se tornavam mais intensos. Lembro-me da sensação assim que minha mão entrou em sua calcinha e percebi como estava molhada! E como era apertada!
Mas, para ela, sexo era coisa séria e não deixou que passássemos disso. Nos dias seguintes, foi difícil ficarmos sozinhos. Fomos ao cinema, mas o tesão falou mais alto. Perguntei se queria sair de lá, ao que respondeu afirmativamente.
No carro, decidíamos aonde iríamos. "Podemos ir para um motel, mas eu não vou transar com você. Só quero ficar sozinha contigo". Respondi: "Não vou fazer nada que você não queira". E ficou um certo mal-estar, de uma frase que conceitualmente já é falsa. Mas ela foi assim mesmo.
No motel, a coisa esquentou. Tirei sua roupa, mas ela não deixou que tirasse a minha. Beijei seu corpo todo e comecei a chupá-la com vontade. Penetrava-lhe com os dedos com bastante cuidado e passava a língua em seu clitóris a ponto dela tremer. Eu estava louco para tirar minha roupa e entrar com tudo, mas ela não iria deixar. Preferi que ficasse com uma boa impressão de mim.
E, finalmente, descobri: ela gritava – e bem alto. Em mim, ela não quis fazer muita coisa. Me masturbou até eu gozar, nada que eu não pudesse fazer sozinho. Voltamos para a casa de seus primos e eu fiquei com uma sensação de frustração. Ela iria embora no dia seguinte e eu sabia que nossa história acabaria por ali mesmo.





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