30 de setembro de 2009

¡ME GUSTA MUCHO!

Acho que todos já tiveram alguma fantasia com professores. É claro que, normalmente, as que se concretizam são as das mulheres, já que homem é tudo tarado mesmo e não tem o menor problema de transar com suas alunas. Mas, de vez em quando, nós, homens tarados, temos uma ou outra professora gostosa com quem fantasiamos.

Bem, quando eu comecei meu curso de espanhol, o que me deixou mais animado foi o fato da professora ser gostosa. Ela tinha exatamente a minha idade e logo foi com a minha cara, mas, infelizmente, era casada. Nesse tempo, desenvolvemos uma amizade legal. Eu tive de parar o curso por causa de um emprego, mas mantivemos contato pelo msn.

Num desses papos, ela me contou que havia se separado do marido e se mudado para outro apartamento. Eu também havia saído de um relacionamento fazia pouco tempo e decidimos tomar uns chopes para celebrar, mas não chegamos a combinar.

Convidada para a minha festa de aniversário, ela levou uma amiga bem interessante, que também ficou bem interessada em mim. Mas, evidentemente, eu bebi demais para continuar interessante e resolvi deixar a empreitada para depois.

Marquei com elas na boate em que eu sempre ia. Há algo sobre aquele lugar... bem, o fato é que eu já havia tomado uns screwdrivers quando um amigo alemão chegou com um baseado muito forte. Depois de alguns tapas, o resto de inibição que havia em mim desapareceu e eu encontrei a minha professora encostada na parede da pista. Bem... na parede, não tem para onde correr. Travei ela ali mesmo, olhei-a nos olhos e dei-lhe um beijo. No início, ela até pareceu preocupada com a amiga, afinal, o objetivo era juntar nós dois, mas depois ela relaxou e dançou conforme a música.

As coisas chegaram a esquentar, mas não tiveram o final que eu queria. Marcamos novamente no mesmo lugar, mas ela levou outra amiga, uma empata-foda, e só fomos nos beijar quase no fim da noite. Mais uma vez, algum motivo impediu que fôssemos um para a casa do outro.

Pouco tempo depois, nós dois começamos a namorar (com outras pessoas) e, infelizmente, a história ficou sem desfecho. Ela teve uma filha com o namorado e eu entrei num relacionamento sério. Ainda namorando, eu, já insatisfeito e com saudade com minha vida de solteiro, esbarrei com ela na rua.

Andamos até sua casa, conheci sua filha e batemos um longo papo sobre como era bom quando estávamos solteiros e que saudade tínhamos daquela época... o clima estava lá, mas nenhum de nós teve coragem para levá-lo à próxima etapa. Depois de horas de conversa, carinho nas mãos e olhares, nos despedimos com um abraço forte e demorado, corpos colados, manifestações físicas (de minha parte) e ela me disse: "Quando quiser conversar, sabe onde me encontrar".

21 de setembro de 2009

YOU'RE NOT IN, BABE

Uma das coisas mais emocionantes de se viajar para o exterior é descobrir de que são feitas as meninas de cada país. Em minha curta estada na Inglaterra, tive umas poucas experiências, ainda que possam ser consideradas um bocado para apenas uma semana de viagem. O trabalho era mais fácil porque viajei com a minha banda e quando se sobe no palco, rapidamente a gente se torna bonito e gostoso (mesmo sendo tecladista).

Após um show e dez cervejas (só tomei Foster's, nada de Guiness), sentei-me na escada do hotel onde estava rolando o evento. Uma gringa meio baranga sentou-se do meu lado e colocou a mão sobre o pé, como que reclamando da dor do salto. Não consegui segurar meu impulso: "Do you want a foot massage?" - "What?" - "Do you want me to give you a foot massage?" - "Come with me!", ela disse, já me puxando pelo braço.

E foi algo que eu nunca vi: pegamos o elevador e nos atracamos encostados em cada parede do hotel. Depois, pegamos as escadas e procuramos mais paredes para nos outros andares. Mas não havia nenhum lugar escuro onde pudéssemos dar o próximo passo.

Eu confesso que ainda estava muito bêbado quando finalmente chegamos a uma escada completamente escura. Não tive dúvidas: fui logo tirando a calcinha dela e abrindo a minha calça. Parecia que a viagem seria coroada naquela noite!

Triste engano. O desconforto da situação e a calça presa nos meus tornozelos não estavam exatamente me excitando. E a inglesa, como era fria na hora do sexo! Não rolava nem uma preliminar decente pra me levantar! E naquela situação, meia-bomba, eu emborrachei o coitado.

Conselho: não façam isso. A camisinha prende tanto a entrada quanto a saída do sangue e a coisa não evolui. Tentei assim mesmo até ouvir a fatídica frase: "You're not in, babe". No início, pensei que fosse algo como "You're not in the mood", mas ela confirmou: "You're not inside me, babe".

A coisa foi de mal a pior até ela me perguntar se eu já havia feito isso alguma vez na vida antes. Olha só, eu com meus 26 anos, e ela achando que eu era virgem! A humilhação tomou conta de mim de vez e eu, derrotado, desisti.

Ainda esbarrei com ela no dia seguinte, mas ambos, educadamente, fingimos que não nos conhecíamos. E eu voltei para casa deixando lá uma péssima impressão dos brasileiros!