Por falta de coisa melhor para fazer e de amigos com disposição para sair, resolvi ir a uma boate na Avenida Atlântica que tinha, além de show de strip tease, shows de sexo explícito.
Após o show de sexo e alguns strips, resolvi sentar e conversar com uma puta. Eu não estava com dinheiro e nem com vontade de transar, mas ainda assim, não estava pronto para ir para a minha casa. Parêntesis: para quem não sabe como as casas funcionam, o cliente paga para entrar e tem direito a dois drinques. O papel das putas é manter o cara bebendo – e pagando bebidas para ela – de modo à casa ganhar mais e, caso ela queira fazer um programa, precisa deixar um bom percentual com o estabelecimento.Como eu só tinha pedido um drinque pra mim, resolvi entregar o segundo para ela. Ela não sentou no meu colo, preferiu ficar ao meu lado conversando. Como eu não estava mesmo a fim de sexo, fiz o papel de confidente. Disse-me que seu namorado se chamava He-man e fazia shows de sexo, mas não com ela. Tinham um filho que morava com a avó no interior do Rio e que quase não via. Paguei-lhe um drinque para que continuasse comigo.
Carente como qualquer prostituta, ela foi se afeiçoando a mim, pois via que eu realmente prestava atenção no que falava. Começou a beijar meu pescoço, comecei a acariciar sua perna e fui subindo até seu sexo, que ela oferecia com alguma discrição. "Eu não estou fazendo nada com você porque hoje eu quero me sentir normal", confessou. Aquilo soou como um soco no estômago.
De qualquer maneira, já estava tarde e eu queria ir embora. Ela me falou para encontrá-la no dia seguinte na porta da boate no início da tarde (antes do início de seu trabalho), de onde seguiríamos para um motel. "Talvez", eu respondi, já sabendo que não iria. Sempre achei desonesto transar de graça com uma prostituta.
30 comentários:
Wow, ela se afeiçoar seria um perigo e tanto. Infelizmente sejamos honestos haja preconceito né?
"Sempre achei desonesto transar de graça com uma prostituta".
Impressionante como para elas é justamente ao contrário, o cara com quem elas transam de graça, são, exatamente, os mais honestos (na visão delas).
Ah, seu texto está parecido com o do www.vivendonorio.blogspot.com.
Coincidência!
Beijos
Gostei do "Sempre achei desonesto transar de graça com uma prostituta".
sei lá não sou homem, mas n concordo...
acho q ela so queria se sentir desejada e não paga...
beijos
talvez ,naquele momento, ela quizesse ser tratada só como uma mulher.
ser comida como uma mulher, apenas.
e ninguém está se importando muito para o namorado dela, não é?
ela queria atenção... afinal, quem não quer?
obrigada pelo abraço virtual...
Eu comeria!
Eu ñ sou parqametro, eu sei...
Só o lance de voltar no outro dia q me desanimou.
Não iria por preguiça!
Minha mania de falar verdades ta foda!
Não gostei!!achei que vc falou de forma tão preconceituosa dela...independente do trabalho dela, ela estava conversando com vc e te achou um cara legal...lógico que não querer encontrar com ela depois foi bem conciente da sua parte pois qualquer mulher é mulher e acreditam em pricipes encatados!! pobre de nós mulheres!! e pobre das prostitutas, acho que elas acreditam ainda mais!!
Eu acho que não me expressei bem na hora que comentei a palavra preconceito. Sei lá Oculto, nao era preconceito no sentido real, sei lá.
2007 anos de catolicismo, relho, glória e edificação da Igreja nos deformou. Acho que é mais isso. Não é preconceito, é disfarçado de um misto de pena e de não achar correto "ah eu posso achar que ela pode achar que eu posso achar que numa situação dessas eu vou me aproveitar. Não é preconceito não. E tem gente que acha que poluição é o que vai acabar com a humanidade.
Acho que uma cerveja cairia bem agora, nem que seja para achar que tudo vai ter conserto por uns 10 minutos.
acho que ela nao tava nem ai pra grana. puta eh carente mesmo, fato.
mas que safadinha...
e o namorado?
:******
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Prostitutas não acreditam em príncipes encantados. A vida pra ela já deixou de ser encantada há muito tempo. Por mais que tenham algumas que "gostem" de estar nesta vida, com certeza o motivo que as levou não foi prazeroso. Idiotas somos nós que ainda acreditamos em príncipes. Eu sinceramente, admiro que tem coragem de dar a cara pra bater todo dia e ter uma profissão desta. Putz...vida fácil? Cacete...quem fala assim só pode ser idiota.
Agora, concordo com tudo que OCAMA falou. E o namorado dela? Puto tb...alguém acha que ela tava ligando?
Beijos
Esses textos estão cada vez mais machistas e preconceituosos. Haja estômago!
Só uma nota pra esclarecer: não é só desonesto com a puta transar com ela de graça. É, acima de tudo, comigo. Porque o ato de transar com uma prostituta é se desprender de qualquer valor afetivo: não existe a mínima troca pessoal, é o dinheiro pelo sexo. A partir do momento que se aceita transar de graça com ela, eu não teria mais coragem de terminar e ir embora e ficaria ali do lado dela me sentindo mal.
Respondendo:
Ocama: Havia um conhecido meu que sempre namorava prostitutas. Essa idéia nunca me atraiu.
Estava perdida...: Concordo, se eu tivesse transado com ela e significasse algo para mim, aí sim seria honesto. Mas daquele jeito, sei que me sentiria mal.
Jana: Eu não a desejava.
Wolf e Moni: Sim. Mas não rolou aquela empatia, pelo contrário, ela se colocou numa situação difícil em que o máximo que eu poderia sentir era pena.
Mariano: É isso aí! Talvez se eu tivesse com mais tesão e não tivesse que encontrá-la no dia seguinte, eu comesse também, mas sei que me sentiria um bosta depois!
Etc e tal: Quem sou eu para falar mal de qualquer prostituta? Chamá-la de puta não é falar mal e eu as respeito enormemente. Elas são mais carinhosas do que muitas mulheres que eu encontrei por aí.
Anônimo: Cada vez mais não. Digamos que oscila.
Ai ai...Bruna Surfistinha deveria ler este post.
Mas de repente comecei a pensar em um monte de coisas estranhas, como mulheres que já conheci e ouvi histórias que são putas gratuitas...Aquelas que só não cobram em dinheiro, mas se vendem pelo carro, pela grana, pela conta bancária do cara...e até por carência mesmo. Conheci uma menina, num emprego que eu tinha que topava transar com um cara só pq ele era cheio da grana e bancava ela toda...
Haja putaria maior do que essa!
Ah, transar com uma mulher que tá afinzona de vc mesmo sabendo que ela não significa nada pra vc pode ser tão escroto quanto transar com uma puta sem pagar. Ainda mais quando não se joga limpo com a garota!
esse texto lembrou uma historia de uma prof. minha: ela tava no centro da cidade comprando umas coisas pro vestido de noiva da irmã e na vitrine dessa loja tinha um vestido de noiva usado, bem feio, todo manchado, roído.
ela e a irmã falaram super mal do vestido e na hora que sairam da loja deram de cara com duas putas babando pelo vestido. aquele vestido horrivel era o sonho delas, ainda que feio, velho e tudo mais, representava a "normalidade" que elas tanto queriam.
soco no estomago mesmo ;T
;*
Cada qual um tem mesmo o seu cada qual. Nunca comi puta (ou melhor, nunca paguei por sexo) justamente porque o dinheiro interfere no meu tesao. Eu quero que a mulher esteja interessada em mim nao na grana. Devo ser muito egocentrista...
oi, SU, EU FUI LA E LI
BOM, EU NAO AGUENTO ALGUEM CHAMAR UMA "PROFISSIONAL DE SEXO" DE PUTA
NAO DO CONTA ,NUM DA.
PRA MIM É UMA PESSOA Q NAO SEI PQ SE PERDEU DE SI MESMA
, SE VC FALAR PERDIDA TALVEZ EU DE CONTA.
LOGICO Q COMO MULHER ME DOEU CADA PALAVRA, PQ SINTO UMA DOR DE VER ALGUEM VENDENDO SEI LA O QUE.
PQ NAO É A VULVA, NAO É A ALMA, NAO É SEXO, NAO SEI OQ ESTAO VENDENDO, É SEXO DECADENTE ?
ATÉ+. SIU
Siusi, o que é puta se não uma profissional do sexo? Será que todas se perdem de si mesmas? Ser puta é uma opção, vem com os bônus e ônus de qualquer escolha. Mas se a palavra a incomoda, é aí que se encontra o preconceito. Porque ser puta, prostituta ou profissional do sexo é rigorosamente a mesma coisa. E, embora não seja uma profissão que eu queira para alguém da minha família, existe muita nobreza no que elas fazem. Elas dão o que os homens muitas vezes não conseguem em outros lugares.
Eita...esse post tá pegando fogo. Parece um fórum de debates
O "de graça" também ia ter um preço que você não queria pagar, até pq ninguém é obrigado a criar vínculos com quem não quer.
E acho que não são só as putas que querem se sentir normais. Todo mundo que ser o mais normal (e interessante simultaneamente) possível aos olhos alheios.
Se me permiti uma opinião, não gostei do tom desse post, nem do da empregada doméstica... Acho que a maneira como se refere a certas mulheres faz parecer que são uma outra classe de ser humano e são apenas pessoas, talvez perdidas, talvez tentando acertar, como qualquer um de nós... Mas o tom dos dois posts me incomodou bastante...
O ruim é que elas não beijam na boca. Pena, né?
Abraços,
d°_°b
Uhmmm interessante esse princípio de achar desonesto transar de graça com uma puta. Gostei da crônica.
concordo contigo em cada palavra, tanto no texto, quanto nas respostas.
deixei meu comentario só pra registrar o apoio, mesmo ;D
Então ao invés de fazer de graça.. faça de pirraça
Talvez seja desonesto, mas acho que ela estava mesmo querendo era não se sentir uma profissional. Fazer sexo porque queria e não por estar sendo paga.
Não sei...
Beijos!
Seria como namorar uma dentista e querer consulta de graça. Ou não. Péssima comparação. Apenas me ignore dessa vez...
Eu não sou homem e se fosse, não conseguiria transar com uma prostituta. Acho que é coisa de mulher, aquilo de que sexo tem que ter um mínimo de afeto. E a prostituta era, apesar de tudo, uma mulher. Uma mulher que espera mais que dar, dar e dar em troca de dinheiro. O problema é que não dá para misturar. Homens não querem se envolver com prostitutas, as consequências podem não ser boas. Acontece.
Você é engraçado, tanta consideração por uma prostituta que você nunca viu, apenas ouviu algumas lamúrias, as quais nem sabe se são verdadeira ou não, mas no post anterior não teve a menor piedade de quem vivia o dia a dia com você na sua casa, que provavelmente fazia a sua comida, lavava suas cuecas, arrumava seu quarto... enfim... sei que ela era paga pra isso, mas o ponto é: um completo estranho é mais digno de você.
Isso é o que eu chamo de bizarro.
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