31 de maio de 2006

VIZINHAS

Uma coisa eu posso garantir: a fantasia vai longe. Tenho uma vizinha que é um pouco descuidada, mas não muito. Já foi mais. Desde garoto, divertia-me torcendo para que ela tirasse pelo menos a parte de cima. Não, não era uma mulher madura, era uma garota um pouco mais nova do que eu, talvez muito mais, o que tornava a coisa ainda mais interessante.

Certa época, ela devia ter uns catorze anos e eu, um par de binóculos. Ela estava experimentando biquínis em frente ao espelho da sala, mas nunca tirava a parte debaixo. Eu era capaz de ficar horas assistindo. Ela cresceu, os biquínis mudaram e alguns hábitos também. Mas ainda tenho meus binóculos que, de vez em quando, são bastante úteis. E minha câmera digital, mas não me arrisco a postar as fotos aqui.

Outras vizinhas vieram e foram, nuas, vestidas, tão animadas para os namorados que esqueciam a janela aberta. Outras passavam por mim no elevador e eu já tinha tudo na cabeça: o elevador pára, ela se insinua, chega mais perto, a coisa começa a esquentar. Já transei no elevador (não com uma vizinha, infelizmente) e posso dizer que não é muito confortável. Mas, na imaginação, nada atrapalha.

Alguns fetiches nunca vão embora.

2 comentários:

h disse...

pois...da minha janela a visão é um pouco diferente, vejo telhados de casas e prédios, vejo o burburinho das ruas...o mais proximo daquilo que descreves, é quando um dos inquilinos do prédio em frente vai falar ao telemóvel, em tronco nú para a marquise....

Anônimo disse...

Acho meu vizinho uma maravilha, mas é casado. De confusão quero distância, já bastam as que eu invento. Bom, ainda tenho minha imaginação...hehe...