Era o aniversário de dezoito anos do meu melhor amigo e decidimos comemorar de uma maneira diferente. Havia (e ainda há) uma casa de peep show em Copacabana com shows individuais, coletivos e filmes pornográficos em cabines. Era entrar, comprar as fichas, escolher a cabine e assistir. Se o voyeur quisesse fazer mais alguma coisa, estava a seu alcance um rolo de papel toalha.
Bem, a maioria de nós tinha apenas dezesseis e, teoricamente, não poderia entrar. Mas naquela época, o juizado de menores não era tão rígido e a repressão a esse tipo de estabelecimento era menor em relação à entrada de menores. Eu não sabia muito o que fazer. Comprei as fichas e entrei numa cabine do show coletivo.
Achei aquilo bizarro. Uma mulher ia tirando a roupa enquanto uns oito caras, cada um em uma cabine, ficavam espiando. A individual deveria ser melhor!
Eram três as cabines. Você escolhia a mulher pelo número e podia dar instruções para ela através dos furinhos que havia no vidro. Coloquei as cinco fichas. Não sabia muito o que fazer, aquela mulher ali para mim e eu, virgem, olhando. Terminado o "show", fiquei um pouco frustrado. Nem me deu tesão, fiquei mais nervoso do que qualquer outra coisa. Saímos.
Não me lembro bem por onde seguiu a noite, talvez praia, bar, algum álcool... mas, madrugada adentro, sobramos eu e o aniversariante. Andamos até a Av. Princesa Isabel (núcleo da putaria da Zona Sul no Rio). Entramos em uma boate de strippers chamada Scotch Bar.
Aquilo era muito melhor do que o peep show. As mulheres estavam ao meu alcance, elas mesmas cuidavam de se encostar em mim! O cheiro de perfume barato se misturava ao de cigarro gerando um aroma típico do meretrício carioca.
Eu circulava com cuidado, pois tinha um dedo da mão quebrado com uma tala e não gostaria de sair esbarrando com ele nas pessoas. Bebi uma caipirinha para me soltar. Sabia que podia comer qualquer mulher do lugar se tivesse dinheiro, mas achava que com um bom papo, poderia conseguir de graça.
Ensaiei umas conversas, o tempo foi passando, os shows também... meu amigo estava havia horas conversando com a mesma puta. Como podia perder todos os shows conversando? Até que olhei e estavam se beijando (!). "Acheava que puta não era para beijar, mas para comer!", pensei. Talvez a regra fosse outra quando era de graça.
A madrugada avançava e, finalmente, ele me chamou. "Vou levar ela prum hotel aqui, vc espera lá no hall", me informou. Achei isso melhor do que voltar para casa. Fomos para o hotel, fiquei esperando algum tempo junto com outros "casais". Um dos caras morava o meu prédio e mandou a puta me dar atenção.
Ele até que foi rápido. Quando saímos, ele me contou: "Dei duas em quinze minutos". Provavelmente era verdade. Chegamos em sua casa de manhã, ele cheio de chupões no pescoço, dizendo que havíamos ido ao Fun Club, uma boate caída no shopping Rio Sul.
Dormi um pouco e voltei para a minha casa. Definitivamente, eu precisava de um banho!
9 comentários:
Você é que tem sorte. Ou não. Até bem tarde, minha única amiga foram as resvistas de putaria que comprava, com muito cuidado, na banca da cidade. No meretrício, só entrando armado.
Abraços.
DB.
po me amarro nas suas historias, tambem escrevo algumas cronicas no blog: http://caminhoparaosucesso.blogspot.com
grande abraço
Thales
Meu filho está com 13 e com 12 me deu um prejuízo de mais de 100 reais pegando filme pornô na directv... na primeira fatura eu bloqueei é claro, mas tomei o prejuízo... imagina com 16 ele indo prá boate assim... ai nem quero pensar!! hehehehe!!
Questão: Por que raios alguns de nós sempre acham que é possível convencer a garota de programa à fazer sexo de graça se formos simpáticos? Uma vez eu perguntei a uma garota de programa se isso era viável e ela me respondeu "Convença sua dentista a te fazer uma obturação apenas sendo legal e eu te respondo".
Fora que sexo com taxímetro rodando não é lá uma das coisas mais divertidas do mundo...
Tive um amigo que perdeu a virgindade com uma puta. E eu sempre achei que isso era coisa do tempo do meu avô! Incrível ler o seu relato! Assisti um filme francês uma vez em que o menino protagonista roubava para poder pagar as putas... Coisas de homem...
Isso que é legal de se morar no Rio, aqui na minha cidade as putas ficavam em bares, ou inferninhos bem longe da cidade, meio escondidos, além de que ela são uma tremendas fubangas. Ah se a gente achasse uma puta bonitinha assim meio perto.
Sempre tive um certo fascínio pela profissão. Deixo claro que não me refiro a um fascínio apaixonado, mas mais para o “como?” ou “por quê?”. Daí, depois, eu q tinha uma visão preconceituosa acabei percebendo q muitas daquelas meninas estão ali porquê gostam e querem. Vai entender...
Isso pra mim é lenda: puta não brinca em serviço. Pelo menos não nos dias competitivos de hj.
A vida adolescente dos meninos é MMMUUUUIIIIITTTTO mais interessante que a das meninas. Pq. não existem puteiros pra moças??????? Isso não é um absurdo?!
Bjs.
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