26 de dezembro de 2006

FALANDO DE TRABALHO

O que é um profissional bem-sucedido? Aquele cara que trabalha todos os dias de nove às seis, veste terninho, passou num concurso público para fiscal de algum tribunal e ganha rios de dinheiro para ser um burocrata? Depois chega cansado e toma seu uisquinho, mas somente para relaxar.

Alguns empregos servem de trampolim para coisas melhores. Outros são verdadeiras armadilhas: pagam muito bem, o que desencoraja as pessoas de procurar outras realizações. Conheço pessoas que passaram em concursos e que até gostam de seus empregos, mas são somente peças em uma engrenagem pós-moderna; não criam nada de novo. E passam anos, até mesmo décadas, desempenhando a mesma função, vivendo a mesma rotina. Suas vidas não mudam.

Talvez algumas pessoas até gostem de seus empregos repetitivos, mas estas, vejo com desconfiança – afinal, uma pessoa com pouco senso crítico é facilmente manobrável. Já eu, troco um bom salário por um bom projeto, algo em que criatividade e inventividade sejam os principais requisitos para se trabalhar. Desde que, é claro, isso possa me sustentar.

25 comentários:

Beto disse...

O problema nos dias de hoje são os riscos. Há muita gente que não está interessada em assumir riscos maiores para obter retornos idem. Um bom projeto, mesmo que muito bom, sempre tem riscos enormes. Já o emprego público é algo com muito pouco risco e que traz até bons retornos. Mas se a pessoa não se automotivar a criar, fica estagnada e sem perspectiva.

Jade disse...

Sabe, eu sou agitada, gosto de fazer mil coisas, trocaria meu emprego em 2 segundos, se pudesse ganharo suficiente, mas infelizmente preciso ainda ficar presa à estabilidade que meu emprego oferece, mas quem sabe no futuro?
Beijos!!

Anônimo disse...

Vc tem muita razão no que diz, até porque eu sou uma dessas burocratas que arrajaram um emprego público estável e não sabe fazer outra coisa na vida... rs... Posso dizer que não me sinto nada feliz com minha vida profissional... O emprego estável é muito confortável, cômodo, mas, como vc disse, é uma armadilha que te prende numa vida profissional vazia...bjs

Dono do Bar disse...

Posso ficar com a primeira definição?

Tenha um ótimo final de ano e um fantástico 2007!

DB.

Suzi disse...

Eu sou servidor público e sempre usei a minha estabilidade para ousar, criar, arriscar. Fiz uma carreira, onde trabalho, na base do trabalho, mesmo. Dedicação e preparo são fundamentais. Encontro-me satisfeita; não estagnada. Adoro projetos inovadores.
;o)

Suas palavras finais foram show de bola!!! rs*

Jade disse...

Aos poucos estou pegando intimidade com o sistema... hoje consegui botar um link pro seu post que fiz referência, igual vc fez nesse da Fernanda!!
Vivendo e aprendendo né?
Beijos!!

Gamer Logger disse...

medo de mudanças.....

eu gosto de riscos pq afinal é 50% / 50% ou vai ou racha...

Nathália E. disse...

Largar um bom salário por um bom projeto é um ato adimiravel. Eu faria sem pensar.

E quanto aquele assunto de tédio, sim, a vida vai ficando entediante, por melhores que sejam as coisas. É como se nada nunca fosse mudar. Algo definitivamente inovador se mostra inexistente... estranho às vezes...

Beijos e bom final de 2006 e ótimo começo de 2007

Suzi disse...

Sujeito Oculto,
FELIZ 2007!
Voltei, pra te desejar um ano novo muito feliz. Com saúde e sabedoria.
Uma grande alegria ter você visitando a minha casinha virtual. Grandes encontros, nessa blogosfera!

FELICIDADES!!

Anônimo disse...

ola, sujeito!!

feliz 2007!!

um abraço

Anônimo disse...

gosto muito da forma como escreves
parabens
vim apenas para desejar um feliz 2007

Anônimo disse...

opa, tai! ;)
e neguinho me sacaneia pq digo que nunca vou fazer concurso publico. nao tem dinheiro que pague as borboletas na barriga de concluir um projeto com sucesso, bater metas, conquistar mais um cliente.

enfim, estabilidade eh muito legal mas deve-se levar em conta a realizacao profissional. como vc disse, desde que role grana pra se bancar, ta valendo! ;)
beijos

Vendetta disse...

"Ó burocratas, que ódio vos tenho e se fosse apenas ódio.
é ainda o sentimento da vida que perdi sendo um dos vossos"

è do Carlos Drummond de Andrade

Eu recito isso todo santo dia!
beijos e feliz 2007

Ocama disse...

Oculto, voce estah correto. Acho ateh que cabe um mail para voce abrindo melhor a discucao. Sou da iniciativa privada, mas entendo o que voce coloca. Mas antes do mail vou postar o que cumpri do planejado nas ferias heheheh.

Anônimo disse...

Bom demais deparar com um blog inteligente e criativo como o teu.

Parabéns!

Feliz 2007!

Beijos

Anônimo disse...

Bem, o que um cara que quer se sustentar escrevendo pode dizer disso? Bem, como diz minha tia, "o importante é arrumar um emprego público e aí sim começar a escrever...Afinal, todos os grandes autores russos eram funcionários públicos..."

Roberto disse...

A melhor coisa que se sente é quando se consegue conciliar as três coisas: estabilidade, rendimento e realização pessoal. Eu sou daqueles, por história própria, que acreditam que o mais importante é se sentir bem com o que faz e procurar fazer cada vez melhor. O resto vem com o tempo, se a gente souber aproveitar as oportunidades.

Anônimo disse...

Eu trocava sem pensar o problema são as contas para pagar no final do mês que me deixam pouca margem para grandes sonhos.
A única solução é indo tentando motivar-me e inovar no trabalho que tenho ha anos.
Bjs

Strange Little Girl disse...

A idéia de um trabalho repetitivo já me dá calafrios. Minha mãe é ultra-sonografista e fica dando aqueles laudos iguais todo santo dia desde que eu a conheço por gente. Dá um desespero! Isso é bom quando você detesta a própria profissão: faz o mais fácil, recebe e vive a vida. Como eu não sei se realmente gosto da minha futura profissão eu vou ter que esperar mesmo. Só sei que gostaria de fazer coisas variadas mesmo... nada de "apertar parafuso".

Bjooos

Anônimo disse...

O importante para não ficar estagnado é sempre manter-se atualizado seja qual for seu emprego, estudando você consegue ver novas oportunidades e consegue orientar seu futuro em outra carreira, caso a atual não esteja dentro de suas expectativas.

justfeel disse...

Eu já tinha lido essa, e devo confessar: estou temporariamente acomodado (até o fim do ano, isso é certo, estipulei data limite!). Sou concursado, sim senhor, ganho melhor do que a maioria dos meus amigos que faz estágio e tenho alguns benefícios que, no momento, não tenho condições de recusar. Triste é que caio em contradição: estou esperando pra viver. Mas essa experiência servirá como trampolim, até porque percebi as dificuldades que teria para lidar com a estagnação justamente estereotipada.
Um abraço, obrigado pela visita.

Anônimo disse...

Tirei a manhã pra ler todos os artigos daqui.
A principio, nao tinha tirado manhã pra porra nenhuma, tava só de passagem, até que me vi entretido o suficiente que resolvi tirar o resto da manhã pra ler até o fim.
A forma de escrever é brilhante, porém o que mais chama atenção, sem dúvida, são os mínimos detalhes da vida real que muitas vezes a gente pensa que só acontece com a gente.
Nessas horas a gente descobre que nunca somos os primeiros nem os últimos...que seja!
Foi uma questão de identificação.

Abraços

Anônimo disse...

No início da carreira cogitei em estudar para os melhores concursos públicos para ganhar a estabilidade e o que eu considerava ser um alto salário. Mas escolhi o caminho do risco do mercado! No mercado privado os desafios estão lá para quem quiser assumir a responsabilidade sem ganhar nada a mais.. É muito difícil ser reconhecido em um ambiente altamente competitivo! Não se remunera por tempo ou dedicaçao, nem mesmo por resultado! Trabalha-se 15 horas por dia para ganhar o mesmo salário. Trabalha-se todos os finais de semana, nas madrugadas. Vc está sempre ligado e estressado... Nao é reconhecido no trabalho pelo seu esforço. Como estagiario vc fará mais que muitos experientes, e nao a nem garantia de ser efetivado. A Competição não permite o reconhecimento! Apenas ressaltará a inveja e criticas de todos os lados. Cada dia é uma briga com todos! Todos os dias voce volta para casa com a sensação de nao ter agradado nem a sim mesmo, e incompleto. A frustaçao interna é permanente: "-Me dedico e nao virei analista X+1! Depois se flagela por nao ser Supervisor ou Gerente. Depois se critica por não ser Diretor ou Vice presidente...VC sempre fracassa, e se condena por sua incapacidade! As oportunidades de crescimento na carreira e reconhecimento ocorrem em apenas um dia muito especial. Quando ocorre um fenômeno cósmico único- Quando você muda para outra empresa! E no dia seguinte começa tudo de novo! A empresa já não reconhecia a dedicaçao dos funcionários internos e pede sangue novo! Nova competição e críticas de seus pares , lados, chefes, e equipe... Mais problemas e mais reclamações..Parece que vc nao está saindo do lugar...A sensaçao de frustração é permanente. Mesmo quando vc assume altas posições.. é cobrado por muito mais. Depois de anos alguns conseguem superar em muitas vezes a remuneração daquele alto cargo publico que se cogitou um dia no início da carreira. Mas agora desperta novamente seu desejo para um empreguinho público simples... Um desejo de receber um salariozinho mediocre em um emprego mediocre..sem competição, apenas a tranquilidade da estabilidade da estagnação. Para poder voltar para casa e poder finalmente nao mais pensar em trabalho! E finalmente nao ter assunto se alguem começar a falar de trabalho.(DH-SCS/SP)

Cristiane Alberto disse...

Ter um emprego público, uma vida profissional estável e comum, não amputou a criatividade de Machado de Assis, Capiba e tantos outros.

Anônimo disse...

PROVAVELMENTE, HA OU HOUVE ALGUEM A "SUSTENTAR-TE", OU ATÉ MESMO A ASSUMIR TEU "PAPEL" PARA COM OS TEUS.
POSSIVELMENTE, TU NUNCA TIVES-TE ALGUEM QUE DE TI FOSTES DEPENDENTE.
POIS CASO TIVES-TE TU TAL RESPONSABILIDADE, POR CERTO QUE "ENCARARIAS" TODOS OS TRABALHOS ROTINEIROS E TAL!
MAS, SE TENS OU JA TEVES DEPENDENTE, ESTE, ESTA OU ESTEVE "LASCADO". SR. OU SRA. "ANONIMO".