9 de setembro de 2008

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?

Sempre fui fã das historinhas do Maurício de Sousa, pelo menos até a publicação passar a ser feita pela Globo. E, mesmo muito criança, havia uma personagem que me intrigava. Para mim, ele era o estereótipo do jovem de bem com a vida, músico, cercado de amigos.

O Rolo, que era amigo da gostosa da Tina e, por mais que as historinhas passassem longe disso, sempre havia uma chance latente deles se pegarem. Tinha bons amigos como o Zecão e a Pipa e, apesar das dúvidas quanto ao futuro, era um cara bem resolvido.

Para uma criança nos seus seis, sete anos, um cara de dezoito é adulto. Faculdade? É coisa de gente madura, que já sabe o que quer da vida. E era assim que eu queria ser quando crescesse: como o Rolo. Até porque, no ano 2000 eu já teria 22 anos, praticamente um senhor, provavelmente com mulher e filhos!

Como nos enganamos quando somos pequenos! Hoje, após três décadas de vida, não vejo tanta diferença entre uma criança de sete e uma de dezoito. Aos 22, não sabia nem para que lado ir, apenas estava na faculdade com um estágio e um namoro com prazo de validade anotado na embalagem.

Mas não posso negar que tive, sim, minha fase Rolo na faculdade. Só é uma pena que essa parte da vida dure tão pouco em comparação aos anos que esperei para vivê-la.

18 comentários:

Bem Resolvida disse...

sou eu sim...essa foto eu tirei pro meme dos pelados...hehehe
depois que postei com as outras, achei que ficaria legal no template...

Rodrigo disse...

Também curto o Rolo. Que tristeza pra mim foi comprar a revistinha da Tina (é, saiu uma) e não ter nada a ver com as histórias curtas do gibi. Aliás, sempre achei as histórias deles mais interessantes que as da Mônica, talvez por explorar mais temas, ter mais texto e os peitinhos da Tina.

E porque o Rolo nunca pegou a Tina? Sacanagem.

Loira disse...

Adorei seus textos!

Jana disse...

eu acho o Rolo dos gibis atuais tão mais bonitinho!

mas na minha infancia adorava a Tina, queria ser como ela rsrsrs

beijo

Anônimo disse...

Sinto muito mais falta da época que eu queria ser o Rolo, do que a época que eu fui de fato...

De ser porque eu ainda sou ele (fora a fase de despreocupação com futuro e emprego e coisital).

Gustavo Martins disse...

1) Estamos cada vez mais perto de nos tornarmos rolo. Falta pouco. É só o patriarca da família ganhar na megassena. Porque a gente não joga, o jogo é proibido na nossa religião.

2) Não tem neguim que não entra lá no Bem Resolvida, vê aquela gostosura toda na testeira e não diz: É COISA DEMAIS PRA ESTAR AQUI; PARABÉNS PRA ELA

3)Agora saiu a turma da mònica teen; nossa estagiária é que passou a informação; a mônica mais gostosa que a tina, a magali bulímica, o cascão agora toma banho e ocupa o banheiro com outras coisas também e o cebolinha, bem, sei lá; as temáticas são atuais: sexo, drogas, games, coisas da juventude de hoje; demos uma olhada, tem cara de mangá; esse maurício de souza é um gênio

Anônimo disse...

olha... nunca tinha visto o Rolo com esses olhos...
eu ODIAVA o bugu... esse é literalmente o cara chato...
pq será que os homens demoram mais pra amadurecer?! :p
hoje, com 21 anos acho que tenho tudo tão bem resolvido na minha vida. solteira, com um trabalho ótimo, fazendo minha faculdade...
pode ser que as coisas mudem... [espero que pra melhor]
beijos

Nathália E. disse...

É, o Rolo também sempre me passou essa idéia de jovem bem resolvido, que curte a vida e sabe exatamente o que quer.

Bem, eu ainda estou esperando todas estas características se manifestarem em mim.

Beijo!

Igor Lessa disse...

Estou com 21, mas o Rolo é um cara bem mais evoluido que eu.




Olhando Pra Grama - Crônicas de um ansioso

Anônimo disse...

Eu lamentavelmente cresci e fiquei mais e mais parecido com o Charlie Brown e menos com o rolo...Pelo menos eu não falo com meu cachorro (provavelmente por não ter um cachorro, mas não quero pensar nisso...)

Tyler Durden disse...

Gostaria muito de ser como o rolo, hoje tenho quase 21 anos e não tenho quase nada resolvido.
Mas acho que as coisas são assim mesmo, o que é fácil pra alguns é difícil para outros.

Zek disse...

cara, eu tinha esta mesma ilusão.. aos 22 anos casado e com filhos, hoje tenho 29 um relacionamento instavel, uma profissao em estado de mutação enfim.... também não vejo mais diferença entre uma criança de 12 anos e uma de 18, nem para min, acho que somos todos iguais... e acho que quando tiver 40 também não vou ver a diferença!!


PS: Valeu por elogiar minha "crônica" vindo de alguem que escreve como você é mais que um elogio

*Raíssa disse...

Eu gostava do Rolo e torcia para que ele ficasse com a Tina! Se eu não me engano, tinha um gibi em que eles ficavam juntos finalmente, ou o Rolo sonhava que isso acontecia.

Tudo o que é bom dura pouco. Tem que aproveitar ao máximo enquanto ainda está vivendo aquela fase da vida.

Renata Braga disse...

Eu tb adorava o Rolo e queria ser a Tina!!E achava minha irmã parecida com a Pipa.
Mas esse lance que vc colocou de estar com 30 e nao ver muita diferença tb acontece comigo...Na adolescencia tinhamos uma visao que aos 30 estariamos maduros...Tinha uma brincadeira que era "pobre, rico ou milionario": VC colocava a idade que iria se casar (eu achava que 23!!!), 3 opçoes de carro, o nome de 3 garotos como opçoes de marido e por ai vai...o mais instigante é que eu colocava que ia casar aos 23anos e que aos 30 seria uma velha coroca...Tenho 32 e nao casei, nao tenho filhos,entrei na universidade com mais de 25 e ainda vejo qu eestou longe de ser "coroca"..Tanta coisa a aprender, tanto a conhecer, viajar...

Sweet Toxicant disse...

É... eu também, quando criança achava que quem fazia faculdade era o máximo, o cúmulo da inteligência e do sucesso... E quando cheguei à esta fase, estava mais perdida do que cão que caiu da mudança... E vi que a faculdade é apenas o início.. hehehe
Agora já estou terminando a segunda, indo pra terceira opção... isso pq ainda não tinha encontrado o que queria de verdade. O que era minha primeira opção, está sendo realizada em terceira.. hehe

Biani Luna disse...

eu lia maurício de souza mas não lembro desses não, acho que eu era tão novinha que meu foco eram só as crianças do gibi. adorava o do contra :PP
bjbj

Anônimo disse...

Turma da Mônica e afins era o Máximo até eu entender que haviam muitos desenhos melhores fora do Brasil, cresci. Lamento pela falta de opção para as crianças brasileiras... vamos combinar que é até bonitinho mas nada de muito inteligente!

Rafa disse...

É, "pena" não é um sentimento que nos move a nada. Melhor não tê-lo mesmo, quem sabe.
No Indiana Jones (último) um personagem dizia algo como:
"Quanto tempo perdemos esperando?!"
E eu pergunto:
"A vida vale os poucos momentos de prazer e alegria?!"