11 de julho de 2012

VIOLA

Ela chamava a atenção, não sei se pelas tatuagens ou pela roupa, mas de uma maneira positiva. Devia ser quente, um vulcão. Era amiga de uma amiga minha, com quem apareci na festa. De início, nem cogitei a possibilidade, mas conforme a noite andou...

Mas havia um problema: as duas irmãs que organizaram a festa já tinham ficado comigo (em momentos diferentes, infelizmente) e estavam extremamente agressivas com a minha amiga.

A festa seguiu e eu fiz o primeiro movimento. Ela respondeu negativamente: "Não quero apanhar das suas amigas!". Recebi de forma positiva: se era esse o problema, era fácil resolver.

Conforme o álcool subia, ela relaxou e acabamos ficando. Umas duas vezes, tivemos de resgatar a minha amiga de algum bêbado insistente fingindo ser, digamos assim, um trio moderno. De lá fomos para a minha casa, apenas eu e ela.

Eu esperava uma noite espetacular, mas, em vez disso, foi apenas morna. Começou a esfriar quando ela começou a depreciar seu próprio corpo: "Você aí todo atleta e eu toda mãe". Eu não ligava para isso, mas as ideias entram na cabeça. Ela tinha uma tatuagem de viola, apenas com os efes tatuados nas costas, mas era muito magra, definitivamente não tinha corpo para isso.

O sexo foi burocrático e eu cheguei ao ponto de torcer para gozar logo e acabar com aquilo. Às vezes é coisa de momento, nem chega a ser uma incompatibilidade, mas o papo dela tirou meu tesão. Dormimos, acordamos e, a essa altura, eu já queria que ela fosse embora.

Mas ela não ia. E queria mais. Começou a se tocar e a conversar ao mesmo tempo e aquilo foi me deixando cada vez mais tenso. Até que eu avisei: "Acho que agora não vou conseguir fazer nada...". Mas ela fez por onde, não exigiu demais e se contentou em me chupar.

Não posso negar, foi melhor do que a primeira vez. Mas a minha fome beirava o desespero depois de tantas horas e, finalmente, ela se ligou e se despediu de mim.

No outro fim de semana, chegou a me chamar para sair, mas preferi ficar na minha. "Pena, você ia enfeitar a festa", respondeu.

Algumas mulheres têm essa mania de se desvalorizar, se preparando para o caso do cara se decepcionar com o que vir. Isso é um erro: a gente não se importa com detalhes, a gente se importa com o momento e, se não rolar tesão, não tem nada que se possa dizer para justificar ou consertar isso, mas se rolar, é muito fácil estragar tudo. Na dúvida, é melhor ficar quieta.

5 comentários:

Vampira Dea disse...

Nós mulheres por insegurança constantemente fazemos isso. Homem não enxerga celulite e se algo é grande demais ou pequeno demais no corpo, talvez seja isso que ele procura o bom mesmo é sentir o calor, a intensidade, a vontade e posso dizer que uma mulher segura e com tesão é poderosíssima,qd quer. Já cometi esse pecado, por ser fora dos padrões, o que hoje percebo ser um atrativo rrsrsr

Helena Rodrigues disse...

"..toda mãe"! Sério???

Na minha opinião, a baixa autoestima é tão irritante quanto a falsa modéstia.

Bjão!

Jade disse...

Já tive minha cota de depreciação, mas como eu nunca fui daquelas de fazer todo mundo virar o pescoço, comecei a achar que, se um cara queria ficar comigo era porque tinha gostado do que viu, então pra que que eu ia chamar atenção pro que eu achava que eram defeitos, né??

Flávia Giraldes disse...

Leio sempre seu blog, e me senti honrada com o comentário. Esse post caiu como uma luva em certo sentido, não físico, mas psicológico: vou fingir que não dou conta... E me matar de arrependimento depois.
Beijos!

Karla disse...

O último parágrafo é típico de Homem. Digo Homem, de verdade.

Bjos!