7 de novembro de 2006

CARNAVAL (parte 2)

Realmente a noite prometia. Fomos a sua casa na Tijuca sem muita conversa no carro. Quando já sabemos o que queremos, o papo é desnecessário.

Ela me levou a seu quarto. Morava somente com a irmã, o que tornava tudo mais fácil. Me deixou esperando algum tempo enquanto ia ao banheiro. Já sentado em sua cama, vi, em sua mesinha, uma espécie de creme vaginal, provavelmente para alguma inflamação ou infecção. "Começamos mal", pensei. Preferi esquecer aquilo, pois esse tipo de coisa não quer dizer nada.

Depois de uns vinte minutos, ela volta, cheirando a sabonete. O que é melhor do que você sentir um cheirinho de sabonete numa mulher? Consegui me concentrar de volta. Camisinhas sabor morango? "É, meu ex deixou aqui". Putz! Foda patrocinada pelo ex... ela devia estar solteira havia pouco tempo mesmo, ou não tinha muita noção de sexo casual.

Tirei a roupa e ela, apenas a parte debaixo. Eu gostava do tipo de seu corpo, mais cheinha e muito branca, como uma pintura. Ela provou a camisinha de morango como se deve fazer, mas não emitiu qualquer comentário a respeito.

Parecia estar gostando quando estava por cima de mim. Ou havia algo de estranho ou eu não era experiente o suficiente, mas as posições não pareciam muito, por assim dizer, ergonômicas. Não havia maneira de ficar confortável! E, para piorar, a única posição em que ela parecia poder gozar acabava com a minha perna: ficávamos de lado sobre um colchão ortopédico e eu só sentia aquela madeira me machucando.

Ela gozou tanto que eu cheguei à conclusão de que estava pensando em outro (sei quando não mando bem). Eu, por minha vez, meio que gozei no automático. Não foi muito bom. Não foi nada bom. Mas foi melhor do que nada.

Voltei para casa de manhã parecendo que tinham batido na minha perna com um taco de beisebol.

Voltamos a nos encontrar no fim-de-semana seguinte e, novamente, a mesma posição, a mesma dor. Como não gosto de desaparecer, liguei para ela dias depois e ela estava de saída. Ficou de ligar quando retornasse. Semanas mais tarde, encontrei-a numa boate. "Você sumiu!", ela disse; "Você me disse que ligaria quando chegasse em casa. Já chegou?", arrematei, tendo certeza de que nada mais aconteceria entre nós.

13 comentários:

Thiago Locutor disse...

Todos querem ouvir detalhes. Detalhes...

Nana disse...

Hahaha, adoro seu blog!

Valeu por colocar um link do meu. Eu tenho preguiça de fazer isso no meu, assim que der tb ponho um para o seu.

Bjo

Gamer Logger disse...
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Gamer Logger disse...

Sério suas crônicas são muito boas, e o melhor é que não são nem um pouco previsíveis...

Obrigado por ter colocado um link do meu blog.

Tomás disse...

Às vezes elas gozam só por desejarem muito a pessoa com quem estão, independentemente da técnica. Creio que da mesma maneira que nós homens apreciamos mais o sexo com uma mulher muito atraente (e... huh... "gozamos mais"), também elas apreciam mais quando o homem é mais atraente, o que no caso delas tem muitos mais factores importantes do que apenas a beleza física. Se ela gostou mesmo muito de ti, não é preciso estar com grandes requintes para ela adorar.

Se a relação com o senhor das borrachinhas de morango já durasse há muito tempo sem atracção, então o sexo provavelmente também já não era "bom" há muito tempo. "Em terra de cegos quem tem um olho é rei"

Claro que uma técnica melhor também ajuda. Mas pode ser já muito bom sem ser preciso técnica.

Iara disse...

Não sabia daquela história do rio e niterói....que doido!


Estou aguardando novas histórias....bjo

Beto disse...

Rapaz, que situação....nessas aventuras a gente sempre acaba passando por uma doideira dessa. O bom é que na condição de oculto vc pode nos contar tudo.
Mas será mesmo que ela estava pensando em ourto?rs
abs

Ana Sofia disse...

Lembro-me de uma 'curte' este verão... eu tremia por todo o lado a cada toque e movimento; havia uma tensão sexual entre nós enorme já há um tempo. A não ser que o gajo seja horrorosamente desastrado, uma rapariga delira se estiver no mood certo. Senão está ou não está com aquela pessoa nada feito... e contra isso batatas...

Anônimo disse...

Boa! (Qualquer comentário adicional ia virar uma confissão ou uma história, então fica só no boa! mesmo)

Anônimo disse...

É... mulher tem disso (ou homem também?), quando não quer dizer que foi ruim, se faz de sonsa e diz: ah vc sumiu... passa a responsabilidade pro outro... se sumir, ótimo, foi ruim mesmo, se voltar, aí na hora ela pensa o que fazer... quem sabe as próximas serão melhores?
Eu fiquei pensando no creme vaginal, eu tive uma alergia no rosto uma vez e a dermatologista me receitou um creme desses para passar... vê só... hehehehe!!
Eu já tinha vindo aqui há um tempo atrás, não lembro se comentei...

Anônimo disse...

Perfeito o seu blog!
Parabéns...

Estava Perdida no Mar disse...

Esse lance do "não gosto de desaparecer" explica muita coisa!

Cristiane Alberto disse...

Acho tão interessante os seus textos,dou muitas risadas, mas não consigo ignorar o tom de tristeza que alguns trazem...