Minha primeira banda estava em vias de terminar, já que tínhamos expulsado o vocalista, que também era o compositor. O cara compunha bem, mas cantava mal e se recusava a entrar numa aula de canto. Além disso, era insuportavelmente metido (como aquela piada: quantos vocalistas são necessários para se trocar uma lâmpada? Só um, ele segura a lâmpada e espera o mundo girar em torno dele).
Bem, viajei com o baterista, sua namorada, o percussionista e alguns amigos deles para a Região dos Lagos. Era uma daquelas viagens à base de miojo e pastel de praia que hoje, sinceramente, não me vejo mais fazendo. Passávamos o dia na praia, depois ficávamos ouvindo Beatles em casa. Disse-me um amigo: "Beatlemaníaco é que nem flamenguista! Quer que todo o mundo seja também!".
No dia seguinte, preparei um daqueles macarrões prontos da Maggi. Acho que era o al pesto, um dos meus preferidos na culinária prática. Sentei-me no sofá para comer e ela se acomodou no chão, logo abaixo de mim. Tomou o garfo da minha mão e começou a me dar a comida na boca. Entre uma garfada e outra, ela alisava minha perna, sorria... e o máximo que eu conseguia fazer para resistir era pedir socorro com os olhos para o baterista.
A essa altura, meu coração já estava disparado. Eu só pensava no quão errado seria ficar com ela, ainda que fosse depois e ele não soubesse. Mais tarde, chamei-o para conversar. "Cara, me ajuda, fala pra ela parar com isso". Ele me respondeu "Seu olhar procura o dela". "Difícil evitar, né? Me ajuda". Não discutimos, não brigamos, não abalamos nossa amizade.
Naquela mesma noite, o batera brigou com ela. Disse-lhe que aquilo, além de covarde comigo, era uma falta de respeito com ele. Eu soube porque um amigo em comum ainda estava acordado no quarto quando aconteceu.
O namoro não durou muito, nem havia como. Encontrei-a quase um ano depois andando no calçadão da praia de Copacabana. Fomos conversando até sua casa e, ao se despedir de mim, ela me deu um daqueles beijos no cantinho da boca. Deixei como estava, afinal, não valia a pena ir além disso. Nunca mais ouvi falar dela.
20 comentários:
Ja passei por situação parecida, e acho que voce agil certo, o melhor nessas horas é conversar com o amigo, o problema é quando ele esta apaixonado demais e poe em duvida as suas palavras.
grande abraço do fã das suas historias.
Thales
http://caminhoparaosucesso.blogspot.com
Ah, merda acontece. Nesses casos, o melhor é segurar a cabeça e a amizade. Mulher tem em todo lugar.
E quanto as drogas, lembrai-vos de Tim Maia, "Não bebo, não fumo e não uso drogas. Só minto um pouco."
Nem sei se ele disse isso.
Abraços, garoto.
DB.
Eu também experimentei maconha numa situação parecida... viagem e tal... pô não vi graça nenhuma, mas eu tava também com medo, já tinha um vício que era o cigarro...
Mas não tinha nenhum namorado de ninguém me paquerando!! hehehehe!!
Tô tentando postar e o blogger tá fora do ar hoje...
Beijos!!
Acho bacana a confraria dos homens. Respeitam-se. As mulheres não são assim entre elas...
Ainda bem né?
Que mina tosca, pô!
Situação desagradável...
Eu passei por isso com um amigo de um ex!
Ai, que horror!
e o pior é que o ex não acreditou em mim!
Fiquei com má fama e nem deitei na cama!
Eu tive mais problemas com as drogas lícitas do que com as ilícitas... Fumei maconha uma meia dúzia de vinte ou trinta vezes, mas nunca achei muita graça... Ficava meio paranóica...
Álcool foi um horror durante anos, depois, mistura de álcool com barbitúricos. Cheguei a tomar 30 comprimidos num só dia, uma dose que mataria qualquer pessoa, mas meu organismo tava completamente viciado. No final, no fundo do poço eu perdi a coordenação motora e só me arrastava até o banheiro, dormia e queimava os lençóis com o cigarro.
Felizmente essa é uma página virada na minha vida, até o álcool tem estado muito pouco presente nos meus dias atuais... Acho que abusei tanto do estado de embriaguez química, que agora curto a minha sobriedade...
Quanto a menina... Fica o registro, não tem muito o que comentar. Só ratifico o que a Suzi escreveu, é impressionante como os homens conseguem se manter unidos nessas horas e as mulheres em guerra total... Lamentável essa atitude feminina...
Realmente como disse a Susi ai no coments, "homens tem muito mais respeito um pelos outros" e você fez o certo, vai ficar com uma mulher leviana dessas pra quê...levar um chifre? Bjusss.
Legal sua atitude, já estive em situação parecida, mas cheguei pra ela e falei q não rolava, depois da 3ª, 4ª vez ela entendeu.
Essa situação me é familiar, a não ser pelo baseado. Apesar de nós, homens, sermos muito éticos nesse aspecto, a carne é um pouco fraca, de modos que não convém abusar.
Oi!!
Como o blogger.br tá fora do ar há três dias e já me voltou a vontade de postar, eu tô sua vizinha agora: http://newcinderela.blogspot.com
Beijos!!
Bom moço vc, tem ética, pq a maioria teria pego a guria kkkk
Adoreio o blog.
Abraços!
Safada ela. Concordo com o dono do bar... amizade é amizade.
Adorei vir aqui.
Beijos!
Bem, o lado bom é que pelo menos você não saiu da história como canalha...E trocar amizade por mulher realmente um negócio arriscado...
Vc agil certo acho que em situações assim os homens são mais justos que as mulheres!
Tenha um bom final de semana.
DB.
Essa étca masculina é adimirável, pena que só ocorre entre os homens e as vezes contra as mulheres... :)
Bom fds!
Legal sua crônica! Tem muita gente que já passou por situações parecidas!
Pois é.
A gente nunca esquece do primeiro fumo e tal.
Abraço
Esses seus quase casos com namoradas de caras de bandas, hein? E são todas doidinhas e atiradas! Será que vc tem algum atrativo especial para essas menininhas? Sobre a maconha. Não experimentei e ñ quero experimentar. Eu fico só com o álcool mesmo, tá bom.
Bjoos
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