@paraotumulo

25 de junho de 2006

ÁLCOOL ETÍLICO

Etílico. Por que se não o for, o efeito pode ser outro. Aliás, só outro dia me dei conta de que o colesterol é um álcool. Bem, isso não tem nada a ver com o que eu quero dizer.

Acabo de chegar consideravelmente alcoolizado e, nesse estado, consegui fazer bons amigos (não se preocupem, não dirigi). Não pelo álcool em si, mas pelo que ele me proporciona: uma conversa franca, sem freios, sem sublimações, sem medo de perguntar e responder. Fiz amigos hoje.

E o mais engraçado é saber que, ainda que essas amizades não perdurem, elas serão sinceras. Como as conversas que tive nesta madrugada.

Sinceramente, só não bebo mais porque a sensação de se ter o quarto girando em torno de sua cabeça não é nada agradável. E eu bem sei o que vou sentir amanhã.

Pobre de quem acha que beber é fugir da realidade ou perder o controle. Quem dera pudessemos ter tanta noção e clareza do que é real em todos os momentos de nossa vida.

8 comentários:

Carol Sousa.. disse...

Eu bebo. Não exageradamente porque não gosto de não saber o que faço ou não lembrar ações da noite anterior... mas bebo e me divirto muito... Até aí tudo bem, mas existe gente que usa a bebida como fuga da realidade sim, o negócio é saber a diferença e não ultrapassar o limite... bom, ao menos não ultrapassar todos os dias...


Quanto ao comentário que você fez, bom, eu disse que não tenho fé cega, não tenho mesmo. Por exemplo, não acredito em algo porque pura e simplesmente alguém me disse ser verdade, ou por estar escrito em algum lugar ou algo parecido. Não tenho evidências, tenho provas, por isso chamo fé raciocinada. MAs nem continuarei o assunto, como disse, não discuto religião, melhor ficarmos assim mesmo, né? =)

Mirianne disse...

vc é psicólogo ou filósofo?

Mirianne disse...

psicanalista?
Ah, encontrei seu blog em um anúncio do Google. Vc escreve bem!

Tomás disse...

"In Vino Veritas"

Os romanos é que sabiam.

Angélica disse...

É, na maiorida das pessoas o álcool aumenta a capacidade socialização. Millôr Fernandes, um humorista que eu amo de paixão, uma vez escreveu:
"Pileque é uma ocasião em que sentimos uma bruta solidariedade mas não conseguimos pronunciar a palavra."
Só que não é sempre assim não. Dependendo do seu estado de espírito quando sóbrio, você pode se sentir mais infeliz que o normal, se apaixonar perdidamente pela primeira pessoa que passar na rua, acordar com os amigos te zoando porque você dançou Macarena em cima da mesa de sinuca (e, lógico, não se lembra)...
Ou ficar quieto num canto, totalmente alheio ao resto do mundo. Eu já fui assim, hoje estou mais perto da mesa de sinuca.

Rubberduck disse...

Já dizia Paulo Francis.
"Eu bebo para tornar as pessoas mais interessantes."
hehehehe
muito boa a cronica.
abraço.

Di disse...

Tem dias que (mesmo sóbria) me divirto como se estivesse de porre. São raros como seriam meus pileques, se eu quisesse ter uns, então nem preciso beber muito. Bebo mesmo só pq gosto do sabor da bebida.

Karla disse...

Adoro beber. Não sou alcoolatra.. mas gosto muiito de beber. Até sozinha, ou, principalmente sozinha. Acompanhanda é legal, a conversa flui melhor, ninguém tem filtros entre a cabeça e a boca.. adoro isso. A bebida entra e a verdade sai..