31 de janeiro de 2007

PORRADA

Nunca gostei de porrada. Quando criança, era magrelo, fracote e ruim de briga, ao ponto de começar a tremer na iminência de uma briga. No meu prédio, havia um grupinho de pessoas um pouco mais velhas que gostava de mexer com a minha galera.

Era só a gente começar a jogar futebol que eles se metiam no meio dando chutão, isolando a bola e tal. E o que era pior: sempre tinha os irmãos mais novos, uns pirralhos que andavam com eles que achavam que podiam mexer com a gente... e podiam (!), porque se nós batêssemos neles, apanhávamos de volta.

Perdi a conta de quantas vezes apanhei naquele playground, mas também aprendi a me defender. Uma vez, um desses moleques foi me encher o saco durante a aula de futebol: eu estava no banco e ele veio falar ao meu ouvido. O azar dele é que havia duas garrafas de refrigerante vazias bem próximas à minha mão.

Não deu outra: saí dando garrafadas nele (e ainda tomando cuidado para não atingir a cabeça. Porrada, sim. Homicídio é outra coisa!) e quebrei uma delas no chão. Foi lindo, mas tive de sair correndo para casa e não pude ver o desfecho que, pelo visto, foi favorável a mim. Interfonei para a mãe do garoto para me desculpar com ela e explicar a situação e, surpreendentemente, ela me deu razão.

Passei duas semanas sem descer e, quando desci, vi que tinha conquistado o respeito de muita gente. Senti-me bem e, depois disso, raras vezes voltaram a me importunar.

21 comentários:

Jade disse...

Cara só vc mesmo prá dar porrada num moleque e ligar prá mãe prá pedir desculpas... não disse que vc é o sonho de toda menina? hehehehehe!!
Mas em certas horas só dando uns tapas ou uns gritps prá gente impor, porque tem gente que acha que ser calmo é ser besta eu heim!!
Beijos!!

Sidarta Martins disse...

Eu nunca tive a sua atitude.

Jana disse...

É aquela velha história, não sabe brincar, não desce pro play, mas vc mostrou a eles que não podem é brincar com vc.

Eu tenho um menino, e tenho medo dele ser assim, então ja ensino, não bata, mas revide!

Beijos

Mariano disse...

Isso me lembrou muito minha infância sangrenta!

Bons tempos!

Anônimo disse...

Lembrei de um vizinho chato que um belo dia resolveu tacar mamona em mim, quando eu estava no quintal da minha casa brincando com minhas bonecas. Teve uma hora que não agüentei mais e corri atrás dele, como não o alcancei, taquei um pedaço de madeira que achei na rua, jurando que minha pontaria era péssima e não ia acertá-lo, mas pro meu espanto acertei. Machucou pq tinha prego na madeira, que eu não tinha visto. Só fiquei sabendo depois quando ele voltou chorando pra casa, e assustada fui pra minha me esconder, e a mãe dele foi lá em casa avisar o que eu tinha feito. Fiquei com medo de apanhar, e de ter machucado seriamente o garoto. Mas ele ficou bem, e não me importunou mais vezes...

Anônimo disse...

Eu sei bem o que é isso... Eu cresci numa rua que meninos e meninas precisavam se impor... Eu tb sempre detestei briga, mas se ela surgisse eu revidava a altura...

Uma vez uma mulher muito chata, que encrencava com todas as crianças, veio me xingar porque tinha brigado com a filha dela... Eu fiquei tão irritada que dei um tapa no braço da mulher e saí correndo, ela correu atrás de mim, quando percebi que seria alcançada, virei e dei um tapão na cara dela... Dizem que ela caiu, porque eu continuei correndo até em casa... Disseram tb que ela caiu sem calcinha... rs

Adoro esse seu jeito de expor suas maiores fraquezas, caracteristica difícil no ser humano... bjs

Dono do Bar disse...

Nunca gostei de brigar, mesmo que batesse. Pensava da seguinte forma: posso dar 20 socos na cara do adversário, mas se ele me acertar unzinho entre os olhos, já não teria valido a briga. Nunca gostei de ficar com hematomas no rosto.

Abraços.

DB.

Anônimo disse...

Brigar é o meu forte!
hahaha
por isso eu sou TÃO loser...

Anônimo disse...

Incrível como a mulherada se identificou...

Odeio brigar... mas na minha infancia eu vivia no meio dos guris mais velhos, e não tinha proteção além do meu irmão, mas ele me dava autonomia as vezes... certa vez joguei uma pedra hiper pesada (pra mim naquela época) emcima do pé de um garoto, que ele nunca mais ousou me chamar de gorda... minha glória!

hoje em dia vejo o quão chata eu era por andar no meio dos mais velhos... hahahah

Flávia disse...

Briga eu não curto, mas adoro luta! Morro de saudades do meu taekwondo!
Texto engraçado!
bju

Simone disse...

Bá, eu sempre sonhei em dar umas porradas em alguém, mas nunca consegui. Apanhei bastante já, até demais, mas nunca consegui bater...

Me dá aulas?

Bjss

Alucinógena disse...

Menino, eu também nunca gostei de briga e graças a deus quando essas coisas rolavam partindo pra ignorância mesmo, eu não tava no meio.

Mas eu era meio subversiva quando se tratava de desentendimentos. Geralmente os que eu fiz parte, eram mais discussões do que brigas em si.

Como nunca fui muito de deixar outros me imporem o que queriam, os fodões sempre implicaram comigo, mesmo quando eu tava na minha. Sabe o que eu fazia: continuava fazendo o que me desse na cabeça e foda-se eles, não queria ganhar concurso de popularidade mesmo. Eu era escrota, não ligava pra ninguém, só pro que eu queria, nem fazia questão da companhia dos demais, tinha os meus amigos mais próximos e pronto, tava bom demais. Só não implicava com ninguém, os outros que achava, isso e aquilo de mim.

Quando fiquei adolescente, a coisa mudou de figura. Eu fiz foi amizade com todo mundo e me dava super bem com a maioria, sendo que continuei nunca levando desaforo pra casa e respondendo tudo em pé de igualdade com todo mundo. E foi assim que ganhei o respeito até daqueles que me odiavam antes.

Pode parecer coisa de folhinha mas nada como ter coragem de ser vc mesmo pras pessoas te encararem com respeito.

Mario Sergio disse...

eu tbm nunca gostei de briga... mas sempre fiz artes-marciais... me defender eu sei muito bem, mas evito ao maximo.

Vi disse...

Não gosto de brigas, mas se defender é importante.

Nathália E. disse...

Acho porrada algo muito relativo...

E quanto ao texto de O Mundo De Sofia, realmente, a única coisa a ser feita e que também é a única que resolve, é acreditar... ou não...

Beijoes!

Anônimo disse...

Detesto homem que procura briga pra se exibir. Mas você fez bem. :)

Suzi disse...

odeio essas covardias que rolam: mais velhos x mais novos.

Strange Little Girl disse...

Sempre detestei brigar. Tive alguma sorte de não ser incomodada o suficente para isso na infância, mas quando eu cresci um pouquinho umas meninas resolveram não ir com a minha cara e infernizar a minha pobre vidinha. Era só violência psicológica mesmo, sem porrada, o que pra mim e ainda pior! Aprendi a ignorar naquela época, mas não aprendi a me defender. Isso só veio depois de vários acontecimentos que salvaram a minha quase destruida auto-confiança. Eu ainda tenho um certo trauma quanto a isso. Queria ter tido coragem de cutucar a ferida delas e rir tanto quanto elas fariam. Apesar disso, se eu voltase no tempo jamais faria uma coisa dessa! Não quero devolver a mesma moeda de jeito nenhum. Uma vez eu disse algo terrível para uma delas... me arrependo até hoje.

Nossa! Nunca tinha visto ninguém ligar pra mãe do coleguinha pedindo desculpas por ter batido nele!!! Que coragem, hein?

Beijooos

Beto disse...

É, as vezes na infância só conseguimos nos impor com um pouco de violência...sei bem como é isso.
abs

Victor Rodrigues disse...

"Quando criança, era magrelo, fracote e ruim de briga, ao ponto de começar a tremer na iminência de uma briga"

Eu também era assim (acho que ainda sou, sei lá...) :p

Cristiane Alberto disse...

É o que eu sempre digo: boa sim, besta não!