As apresentações foram acontecendo e faziam um relativo sucesso. No início de 1996, fizemos dois shows no BallRoom, o primeiro lotado, o segundo, fora da época de férias, um pouco menos cheio. Não tínhamos exatamente um fã-clube, mas tínhamos fãs e amigos que nos acompanhavam. Gravamos duas demos de qualidade, fizemos show em São Paulo, em Angra e na cidade do meu primo, em Minas, tínhamos o apoio de nossos pais... parecia que tudo daria certo.

O clima piorou mais ainda depois que incluímos um percussionista desagregador no grupo. Para arrematar, fomos ludibriados por um produtor do estúdio onde ensaiávamos e fizemos um show vazio, precisando tirar dinheiro do próprio bolso para pagar à casa! Reunimo-nos eu, o percussionista e o guitarrista e decidimos sacar o vocalista, que estava mais insuportável do que nunca.
Mantivemos a decisão quando conversamos com o resto do grupo, mas percebi que não haveria jeito. Testamos outros vocalistas, mas não havia ninguém para compor. A banda naufragou na semana em que conseguiríamos tocar uma música na Cidade do Rock. O sonho chegava ao fim e eu precisava, então, tocar a minha vida.
Durante esse tempo, abandonei minha primeira faculdade e apenas iniciei o cursinho no final de 1997. Muita gente acha que perdi esse tempo e que poderia ter me formado antes. Eu discordo: poucas pessoas têm a oportunidade de aprender tanto sobre sonhos, perseverança e decepções. Foram dois dos anos mais felizes da minha vida.
16 comentários:
Bá, com certeza não foi tempo perdido. Olha tudo que tu aprendeste com isso. Alguém que te diz ser tempo perdido sabe estas coisas?
Beijos e virei fã mesmo sem ter escutado, bastou tua história.
Qualquer tipo de união é dificil, imagina em banda..
Mais facil seria se eu soubesse que banda é rs
beijos
Pior, ego de vocalista infla horrores em alguns casos. Tá, quase de todos.
Se foram dois anos felizes, meu caro, foram dois anos muito bem aproveitados!
Beijo!
ótimo o conceito do seu blog!
É muito bom ter experiências, principalmente com o que se gosta, é melhor que ficar pensando como teria sido...
Beijos!!
Acho que vc não perdeu tempo... Vc viveu o seu momento, a oportunidade... Quantas pessoas, por medo ou incompetência somente assistem a vida passar??
Achei seu relato bem interessante... E aguça a curiosidade dos leitores em torno do Sujeito Oculto... eheh
ando numa correria tão intensa, que mal consigo ler tudo o que gostaria de estar lendo, como o teu blog...
mas arrumei, ao menos, tempo para um beijo de boa noite.
:o)
eu tenho uma filosofia que diz que tempo nunca é perdido. mesmo quando não se aproveita da melhor forma possível, que não foi o seu caso.
(e fiquei foi curiosa para ouvir a banda...)
"Nem foi tempo perdido..."
Tenho certeza que aprendeu muito durante o tempo em que a banda existiu, Sujeito Oculto [não é indeterminado e nem inexistente também... ou é?]
sonho com a "falecida" eu vivo tendo mas o meu tem motivos pois ele vive presente na minha vida memso estando casado =/
li as duas partes agora mesmo pra entender a história... perfeita... é uma coisa q tu sempre vai levar pro resto da vida, terminando bom ou não... Vc não perdeu tempo de forma alguma... Só o Cara lá de cima sabe das coisas... qto ao resto...enfim ignore né
bjks
Sujeito, querido, entendo o que diz........
Sou cantora e não encontro banda. Tenho um repertório com 40 músicas próprias, contatos e gravadoras, mas a galera aqui no Rio aprende a tocar violão e na semana seguinte se diz profissional e cobra até ensaio, é dose........ Acabei não investindo nisso desde que cheguei no Rio, mas confesso que gostaria.........
beijocas
MM
ps: como diria Renato Russo * não foi tempo perdido, somos tão jovens*...
É, histórias de bandas geralmente são engraçadas e trágicas (não necessariamente nessa ordem...)
Não acha?
Bju
Rapaz, eu lhe entendo.
Tem experiências que vale a pena mesmo quando dão errado...Fora que antes gastar mais tempo nas coisas legais da vida do que apressar as coisas chatas...
A adolecência ou o início da fase adulta normalmente é marcado por grandes rachas, momentos desestruturantes que estruturam a vida futura. E o tom de felicidade no meio do caos também é característico da pouca idade, onde a disposição para o novo é muito acentuada. O sofrimento existe, mas a capacidade de digerir os acontecimentos é muito maior que na fase adulta.
"Mas se é difícil segurar um casamento, que é entre duas pessoas".. assino embaixo.
Também larguei minha primeira faculdade, a segunda, a terceira.. e a quarta tbm! Mas to terminando a quinta.. ehehehe.
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