@paraotumulo

11 de março de 2009

CODA

Términos de namoro são algo complexo. A gente passa semanas, às vezes meses, planejando o que vai dizer, como vai dizer, que justificativas vai dar, se vai esperar ela fazer alguma besteira para usar como desculpa... enfim, no final, não há nada que torne a tarefa menos desagradável.

Mas uma vez terminada a relação, existe uma outra coisa que, embora não seja tão ruim, também desperta um desconforto considerável. É aquele reencontro após o final, aquele em que ela pede para voltar, ou te provoca ou ainda conversa com você como se fossem meros conhecidos. Uma coda tão angustiante quanto aquelas dos finais das músicas dos Guns N' Roses com a guitarra chorada do Slash e o falsete gritado do Axl.

Já passei por todas as situações acima. Apenas uma vez o reencontro foi tranquilo, até porque nosso relacionamento havia sido muito curto, apesar de ambos termos considerado um namoro enquanto estávamos juntos.

Tive uma, coitada, que nem se deu conta de que havíamos terminado. No dia após o término, ela apareceu na porta no meu prédio com flores e uma carta. Fiquei irritado, disse-lhe que não aparecesse assim sem avisar, mas de tanto insistir, disse que ia pensar. Não dei mais notícias até que ela me ligou dizendo que não aguentava mais esperar. Acabei terminando (de novo) por telefone, algo que ela dizia achar abominável (e eu também).

Com outra já foi mais complicado. A história já está contada e, apesar de reencontrá-la pedindo para voltar ter-me feito sentir por cima, levei um tempo até me recuperar de tudo. Até porque ela continuou fazendo contato comigo através de uma "guru" que ela tinha (era kardecista, eu achava tudo uma bobagem) que me ligava para dizer como ela estava mal, que não comia, que sua mãe pensou em interná-la... o drama de sempre. Eu respondi secamente: ela acha que vai morrer quando pega uma gripe, não se preocupe que ela sempre fica bem.

Teve mais uma que... bem, terminei o namoro de forma tão grosseira que a culpa me fez pedir para voltar no nosso primeiro reencontro. Mas isso é história para uma outra crônica.

10 comentários:

Sweet Toxicant disse...

Esse negócio de se comunicar por "guru" eu acho uma grande mentira.
Embora eu seja kardecista também, os gurus sérios não se ocupam de ficar com conversa fiada tentando comover o outro a voltar para o seu protegido. Aliás, se o relacionamento de vocês terminou, e ela é kardecista, devia saber que havia alguma razão e um aprendizado nisso. Meu ex-namorado tenho a impressão que é esquizofrênico e quando estávamos namorando tinha essa mania de falar comigo através do "guia" dele. Mas ele não é kardecista, é outra coisa. E ele só falava através desse "guia" quando era conveniente pra ele, ou quando não queria assumir a culpa de certas coisas...
É tudo bobagem.
Nesses casos, o término é melhor mesmo! rs

Amiga do Cafa disse...

Li e achei interessante a sua história.
Quando a gente não quer o melhor é dizer com todas as letras mesmo.
Se o outro não entender, problema. Faz análise.
Gostei.

Vanessa disse...

Sujeito moço, o link tá zoado, não consigo abrir e agota tô ultra curiosa!

Comé que vamos resolver isso? Heih,hein,hein?

Bjus!

. fina flor . disse...

é, terminar relações nunca é fácil.....

beijos, querido e bom fim de semana

MM.

Tyler Durden disse...

Terminar sempre foi algo complicado pra mim, mas o pior, é quando terminam com a gente. Isso é que mata.

Rodrigo Gonzatto disse...

Pode ser mais fácil: dê um bom motivo para quem não quer terminar, querer. :/ e a consciência, depois?

Cansada de ser boazinha disse...

Complicado sim, demais. Mas o pior é a tentativa de voltar, tanto pra quem pede, quanto pra quem recebe o pedido. Eu acho que não adianta correr atrás, se a pessoa gosta ela não vai terminar. Fica uma situação chata e humilhante. Quem pede pra voltar se coloca numa posição de piedade, e isso é péssimo.
Linkei vc, gosto daqui, embora não comente.
Bjos!

Anônimo disse...

Sujeito oculto?
Então, eu sou a Moça oCulta... prazer...risos.
http://mocaoculta.blogspot.com

Maria Fernanda disse...

Todo mundo comete o erro de meter os pés pelas mãos pelo menos uma vez na vida.

João disse...

Eu sempre preferi "ser terminado" a terminar...Primeiro porque sou péssimo dizendo não ou negando coisas que as pessoas querem e depois porque sou dessas pessoas que valorizam um certo "capital moral" pós-final de namoro...