7 de janeiro de 2010

COMO UM CACHORRINHO

Isso pode até soar como uma vantagem ou um certo gabo, mas posso dizer que todos os meus relacionamentos fui eu quem terminou. Não é. Envolve um grande sofrimento e nós, homens, não somos exatamente especialistas em fazer isso. Como disse um amigo meu, "namoro não se termina, se sabota".

E, nessa sabotagem, damos sinais claros de que não estamos nem um pouco interessados na nossa contraparte, seja pela falta de atenção dispensada, seja pelo excesso de zelo provocado pela culpa que sentimos.

Nessa fase, a última antes do fim, há uma coisa que me deixa muito mal: elas passam a se comportar de forma absolutamente submissa devido ao medo de serem deixadas. E ficam tais quais um cachorrinho que se contenta com um mínimo de atenção de seu dono.

É aí que a culpa bate forte e que, normalmente, entendemos que o sofrimento delas com a expectativa do fim é pior do que o fim em si.

7 comentários:

Anônimo disse...

Eu admito abertamente, e desconfio que devo precisar de terapia por causa disso, que prefiro que terminem comigo a ter que terminar...Simplesmente acho mais fácil lidar com rejeição (vou beber, vou sair, etc) do que com o peso de magoar alguém de quem eu já gostei um bocado.

Anônimo disse...

Elas fazem isso mesmo?

É, aí já não é nada além de fim mesmo. Mas saiba, há homens que se comportam da mesma forma. Fim igual.

Meu beijo, Sujeito.

Vanessa disse...

Empresta um pouco dessa praticidade pra mim? Sou o drama em pessoa!

Bjussssssss

Maria disse...

Sei não... eu sou meio covarde/corajosa... se o barco tá afundando, sou a primeira a saltar fora.

Bem, o que vem depois já está vindo, no blog novo, passe por lá.

M.M. disse...

Nem todas agem assim. Faz parte de um processo.

Concordo com a Patrícia - hoje, muitos homens estão se comportando da mesma forma.

http://meninamisteriosa.wordpress.com/
http://www.aceuabertodaboca.blogspot.com/

Ju ♥ disse...

acho q sei o q é isso, estou esperando alguém tomar essa atitude e o fim [deles] não chega nunca, só por conta da maldita pena...

Anônimo disse...

Cara, incrivel, não consigo parar de ler o blog.
Vou comentar como anônimo pq casado que sou, as palavras poderiam machucar.
Na realidade em meus relacionamentos anteriores eu aproveitava esses momentos de submissão, expondo o maior lado cafa, realmente fazendo tudo o possível para tornar a situação insustentável.
Curioso que hoje o cachorrinho seria eu.
Acho que é a vida.
Abs