Viagem marcada, feriadão em São Paulo. A situação era estranha: eu chegaria no aeroporto em Campinas e ela me buscaria de carro para sua casa. Nada havia acontecido além de algumas carícias discretas e emails bonitinhos.
Pelo menos eu não sou o tipo de cara com quem falta assunto numa viagem de uma hora. Eu já tinha uma ideia do que fazer para não ficar parecendo sexo por encomenda: não lhe beijaria em sua casa, o que nos levaria direto para a cama. Achei melhor sairmos e deixarmos a noite rolar.
Fomos parar num bar de metaleiros onde tocava um cover do Metallica. Pedi uma cerveja e ela, um saquê. Seria coisa de paulista? O fato é que eu ficava muito mais à vontade com um bando de metaleiros do que numa boate de mauricinhos e patricinhas, nosso destino inicial que, por sorte, estava lotado.

Pegamos nossas bebidas e logo nos beijamos. O caminho estava mais do que aberto, então não demoramos demais na boate. Voltamos para casa e começamos a nos beijar no sofá. O clima esquentou até que...
– Eu tô menstruada. Acho que nunca senti tanta vergonha em só um dia!
Levei menos de um segundo para pensar: eu estava em São Paulo, tinha ido lá só para isso. Disse: "Eu acho que hoje eu não vou dar a mínima para isso hoje".
O sexo foi ótimo. Ao tirar sua blusa, vi que seus seios eram de silicone. Nunca tinha visto assim, tão de perto. Gostei, apesar de preferi-los naturais. Nessa noite, transamos como se fosse a primeira vez de cada um, com carinho e cuidado. Ainda não estávamos totalmente à vontade.

No dia seguinte, saímos para eu conhecer a cidade, não sem uma sessão de sexo matinal. Esse, mais solto, ajudou a aumentar nossa intimidade. Depois, fizemos todos os programas possíveis de casal. Restaurante, museu, horas e horas de mãos dadas. Na volta à casa, já parecíamos namorados.
Nada como ficar abraçado no sofá vendo um filme bobo na televisão. E, à noite, mais sexo – dessa vez o pacote completo. Sua menstruação tinha acabado e eu pude mostrar no que eu era bom de verdade. Fizemos sexo sem nenhuma limitação, nenhum medo de desagradar, nenhuma trava. Foi perfeito.
No dia seguinte eu iria embora e o desapontamento estava evidente em seu rosto. Já não éramos mais tão jovens a ponto de achar que aquilo duraria para sempre e eu, certamente, não estava pronto para um relacionamento sério. Mais um dia de casal, abraços no sofá, passeios pela cidade, restaurante... e, enfim, o aeroporto. Nos despedimos com um longo beijo, sabendo que provavelmente seria o último.
Nenhum conflito, nenhum atrito, nenhuma discórdia, mesmo entre pessoas tão completamente diferentes. E eu aprendi que o tempo ideal para um relacionamento é de apenas dois dias.
10 comentários:
Certíssimo. É a convivência (diária... maçante...!) que acaba com tudo o que há de bom nos relacionamentos. ;)
=*
não precisa ser eterno pra ser 'perfeito', basta ser intenso enqquanto duro, ops, enquanto dure!
A coisa foi boa aqui na cidade.rsss e em 48 hs, meu caro, planos se fazem e planos se vão, mas o sexo putz permanece vivo!
Oculto é issoae mesmo. Dois dias é o tempo ideal. As descobertas e conclusões invariávelmente tomam o mesmo rumo.
Abs
Tá, e se ela resolver te visitar?
Relacionamentos de 48 horas. Pratique esta idéia.
Ah sei...
Homens não nos suportam - somos densas.
João, faz uma camisa com essa frase. Vai vender muito!
Homem que não faz sexo com mulher menstruada não é homem.
Acho legal quando o cara mostra que não tem esse tipo de frescura.
as vezes até menos do que dois dias...rs
muita gente se pega depois de uma balada ou de uma ida à praia depende da seca ou do tamanho da carência...
eu sempre procurei refrear os meus instintos e usar a cabeça pra naum entrar em furada...
mas a maioria das pessoas naum costuma fazer isso e depois se queixa
ahh ele naum ligou...
XD
bem independente de qq coisa eu sempre achei que: homem naum é amigo de mulher...
sempre tem aquela segunda intensão...
a naum ser que a mulher seja feia...rs
bem eh isso tive que comentar aqui tb
:*
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