Mas eu simplesmente não estava interessado. Conheci-a nadando na piscina do hotel; ela puxou papo. Devia ser um pouco mais velha (na época, eu não sabia fazer as perguntas certas), mas olhou muito para mim. Eu, magrelo, não achava que meu corpo poderia atraí-la. Talvez tenha me achado bonito.

Não me atraiu. Mesmo assim, o recreador armou de nos encontrarmos mais tarde para jogar cartas ou algo assim. Nos encontramos, mas não jogamos nada, passamos a tardinha conversando. Bem agradável, aliás. Ela morava numa cidade na divisa com São Paulo, estava lá com a família... não me lembro bem.
Quase duas décadas mais tarde, parei para pensar no episódio. Se fosse hoje, eu teria ficado com ela, tentado levá-la para a cama, pegado seu telefone para nunca ligar. Mas na época, por mais que eu não fosse tentar nada com ela mesmo que me atraísse, eu tinha muito mais critério. Critério, aquela coisa que começa rígida, mas vai ganhando flexibilidade com o tempo, tornando-se, vez por outra, um mínimo de auto-preservação que se confunde com nosso próprio instinto de sobrevivência.
5 comentários:
É engraçado como quando éramos mais novos tínhamos mais exigências do que um terrorista de 24 Horas e hoje (ao menos pra tentar alguma coisa sem grandes expectativas) ficamos mais e mais shuffle.
Eu sempre gosto, meio eu meio vc. abço e sorte, vc escreve e isso é tudo.
Pablo Treuffar
Muito bem humarado esse post.
É que quando somos mais jovens acreditamos que pessoas 'perfeitinhas' existem.. Depois, com o tempo e as experiências da vida, percebemos que perfeição tem outra definição.
Beijos! =*a
Se eu soubesse o que sei hoje sobre a vida, nunca teria feito aquele permanente em 1993.
Beijas
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