25 de fevereiro de 2014

TUDO O QUE TERMINA RECOMEÇA, OU O FIM DO FIM

Um ano e meio de psicoterapia, que eram mais sessões de conversa pouco pretensiosa. Um ano e meio de namoro turbulento. O grande problema de terminar e voltar, achando que ela é a mulher da sua vida, é o in between, o que aconteceu enquanto se estava separado. E a sentença de que as pessoas não mudam.

Não sou um cara ciumento. Não mesmo. Mas reajo a provocação. E saber que ela tinha transado com outro cara por raiva de mim acabou comigo. Já eu passara seis meses de pura putaria despretensiosa, correndo riscos que outrora costumava evitar, mas sem nenhum envolvimento emocional, sem nada que buscasse substituí-la ou ocupar o lugar que fora seu.

A aventura dela não durou muito; as minhas foram até o limite. Mas voltamos e achávamos que éramos felizes sem ter nenhuma pista do que isso significava. Brigas constantes, cobranças absurdas e desejo de mudar o passado: Mr. Brightsite de volta à ativa. O relacionamento assentou e, evidentemente, os mesmos problemas de antes ressurgiram.

Posso dizer que durante muito pouco tempo fui realmente feliz. A maior parte do tempo era um casulo, um esforço enorme para agradar uma pessoa egoísta como poucas. Eu havia mudado, ela não. O final era uma questão de tempo.

E veio. E com o fim, renasceu o Sujeito Oculto. Espero vê-los por aqui em breve.

5 comentários:

Paulo disse...

BEM-VINDO, DE NOVO.
ABRAÇO!!!

Anônimo disse...

Show ter voltado, quero saber o q houve nesse periodo e como foi a terapia, 2013 passei por um periodo turbulento tb.

abraços e bem vindo de volta

Anônimo disse...

Achava massa tuas aventuras, mas via algo de muito deprimente nessa busca incessante por sexo. Talvez seja uma necessidade fisiológica incurável. Eu mesmo já tive momentos em que busquei sexo a todo custo, eu mesmo já transei sem camisinha com certas mulheres que me deixaram uma pulga atrás da orelha, pior, um carrapato. Fiz a droga do exame e eu estava limpo! GRAÇAS! Passei por tudo isso, e agora eu sinto mais a necessidade de construir relacionamentos mais profundos com as mulheres.

Transar é bom, mas é deprimente encontrar na rua com uma garota com quem você transou e ela te tratar com raiva, ou desprezo, ou com distância, porque pode até ter sido bom, mas ela percebeu que você só queria aquilo quando nunca mais retornou as ligações.

Basicamente o que quero dizer, é que não tenho interesse nenhum em ler aventuras sexuais vazias. Se eu quiser ter uma experiência sexual vazia, eu ligo minha internet e toco uma punheta. Não preciso ler um sentimentalismo barato sobre um aventureiro destemido que nunca completa o arco de sua própria existência.

To mais interessado em construir uma relação boa, com uma mulher bacana. Se acabar e eu sofrer no processo, é porque fechamos um ciclo, completamos uma história, e isso não quer dizer que foram anos perdidos. Foi uma história que se iniciou, teve seu ápice e depois acabou.

Prefiro atingir a profundidade com uma mulher de quem eu possa provar um pouco da alma, e ceder um pouco da minha, do que simplesmente ficar cavucando bucetas como um cachorro de rua.

Sujeito Oculto disse...

Sexo em série é como cocaína. Uma busca incessante por doses maiores e maiores de endorfina. Mas não é por si só um problema, pode ser saudável, pode ser reflexo de outra coisa. Na próxima crônica, conto como o meu estado de espírito rendeu uma história bem engraçada, pois as mulheres não compreendem homens solteiros que não estão em busca somente de sexo.

Mas nada garante que eu não volte a essa busca. Ela tem a ver com a oferta, se é muita, você vai e pega a sua parte. E é muita, normalmente. Não é necessário buscar tanto.

Também quero alguém com quem dividir a vida, ter filhos... mas não agora. Já errei bastante na escolha das mulheres com quem quis dividir a minha vida, hora de errar com aquelas com quem não quero nada. Ou quase nada.

Helena Rodrigues disse...

Uau! Quem diria...