3 de março de 2008

ROLE PLAYING GAME

Até que eu tinha um considerável poder de ataque, principalmente moral, mas as defesas eram fracas, não havia nenhuma arma ou escudo que pudesse evitar minha morte caso investissem contra mim. Ainda assim, parti para o ataque contra um inimigo muito mais forte, mas procurei, primeiramente, minar sua confiança.

Infelizmente não eram bonequinhos nem era no reino encantado ou outra frescura dessas que isso aconteceria; eu ia sentir era na pele mesmo. O RPG era apenas o cenário da minha saga!

Eu nunca havia participado de um evento desses. Aceitei o convite de um grande amigo, pois aquilo tudo parecia muito interessante: monstros, poderes, um Game Master justo e criterioso. Mas depois de algumas dezenas de minutos, a coisa começou a ficar tediosa: o GM era prepotente e tinha um jeito meio boiola que me irritava.

Seu irmão havia sido atropelado por um caminhão e estava temporariamente preso a uma cadeira de rodas com pouca capacidade de fala. Segundo meu amigo, ele ficaria bom em algum tempo, mas a recuperação era lenta. Essas coisas chocam um pouco quando se está no primeiro ano do segundo grau, mas até que me comportei bem. O que mais me deprimia naquela condição era o cara chamar o irmão para limpá-lo após usar o banheiro. Deve ser duro para um adolescente fazer esse papel.

O fato é que, participando do jogo, tinha um cabeludo maior do que os outros que era altamente sacaneável. Se não fosse o fato dele ser uma espécie de Buddy Revell, provavelmente também teria apanhado muito na escola: sobrenome português, cabeludo, de óculos e muito, mas muito pilhado!

Não me lembro ao certo das coisas que eu e meu amigo fizemos para irritá-lo, mas é claro que ele tinha toda a razão de querer nos arrebentar – o que eu estava disposto a aceitar, não sem lutar, mas meus dados eram fracos, tudo que eu tinha era o moral. E meu inimigo contava com um estímulo: o cruel ser da cadeira de rodas!

Perguntado sobre o que deveria acontecer, com um supremo esforço, ele disse: "Eu quero ver sáááááángueeee!". Acho que nunca tive tanta vontade de espancar alguém numa cadeira de rodas! É claro que não o fiz, jamais o faria. Até porque foram necessárias três pessoas para segurar o Revell enquanto fugíamos pelo elevador social!

Na rua, corremos feito loucos e ainda demos uma volta para não passar por onde o cara poderia estar nos esperando. Quem foi que disse mesmo que um jogo de RPG não pode ser emocionante?

16 comentários:

Jana disse...

kkkkkkkkk muito emocionante

PS: Nossa diferença, eu mostro a cara e dou o nome, o que me limita de contar algumas coisas rs

Beijos

Ciça. disse...

Eu nunca joguei RPG, nem sei como que é.


:*

Nathália E. disse...

Acredita que eu tenho um certo receio de jogar RPG. Cismo que alguém vai me matar por vingança.

Vai entender...

Victor Rodrigues disse...

Eu adoro jogar RPG, mas pra ser bom depende muito do Narrador, né?

Eu felizmente nunca peguei um narrador que fosse realmente ruim, só de +/- pra cima.

Anônimo disse...

Olá! Voce disse que o ser humano faz sempre algo pelo reconhecimento e satisfaçao própria. E é mesmo, mas eu tenho ajudado tanto por nada, apenas pela amizade e só queria que isso fosse recíproco. Gostei do blog! Beijoos!

Leonardo Werneck disse...

Putz, me amarro em RPG!

abração

Mariano disse...

Caralho!
Explica esta história de limbar o irmão d pois de ter ido no banheiro!

Ninguem leu eta parte?

Sujeito Oculto disse...

Pois é, Mariano. O cara não conseguia se limpar sozinho, então chamava o irmão. Eu senti tanto nojo disso que nem quis apertar a mão do moleque, ficava alucinando cheiro de merda quando chegava perto dele e tal.

Unknown disse...

Tudo na vida pode ser emocionamte com uma dose de loucura e determinação.

Bjus

Mafê Probst disse...

Sei lá. Acho viagem esse lance de RPG.

PS: Desculpas pelo sumiço. A vida cansativa recomeçou e eu demorei a me acostumar com ela. Agora que a criatividade está de volta e a inspiração idem, aparecerei mais vezes! Beijos ;*

Leandro Luz disse...

Sempre tive um preconceito com RPG. Talvez pq eu queria jogar bola e meus amigos queriam ficar jogando.

Tyler Durden disse...

Acho que o unico jeito de um rpg se tornar emocionante é com uma dose cavalar de realidade, o que pode ser muito perigoso..

ps: sempre que leio/ouço, a expressao "Game master" lembro de Yuyu hakusho...

Anônimo disse...

Meu conhecimento com relação a RPGs é nulo. Então vou comentar sobre o post anterior, da Vila da Penha.

Ó, você deveria ter ligado, a guria deve ter esperado o teu telefonema a vida toda. Ainda tens o telefone dela? Vai lá e liga.

Ando estranha.

Alucinógena disse...

Nunca joguei RPG mas tenho tantos amigos que praticamente viviam disso. Pena que só dá pra gente sacar se jogar. Eu não entendo nadinha até hoje...

Rodrigo disse...

tenho dificuldades para não criar desavenças em jogos de WAR. é uma coisa muito pessoal, e as parcerias e complôs me deixam puto. pergunte para o blehhh (http://canecas.blogspot.com/) ele é um grande jogador de war e o maior estrategista de um jogo de baralho variante de truco, muito popular nas universidades locais.

Anônimo disse...

Cara, briga em RPG dá um novo sentido nessa coisa de dramatizar o jogo...