20 de outubro de 2009

MICOSE

Carnaval é assim, a gente se sujeita a coisas a que, normalmente, jamais se sujeitaria. Isso aconteceu comigo numa cidade do litoral catarinense.

Era pra ser uma daquelas ficadas 2 a 2. Dois amigos encontram duas amigas, cada um chega em uma, o primeiro pega, a segunda fica sem graça de ficar sozinha e acaba ficando com o segundo. Não tinha erro.

Acho que ele não levou dois minutos para cumprir a sua parte. Eu, um pouco mais educado (pra não dizer lento), preferi perguntar o nome primeiro, saber um pouco mais dela, essas coisas sem relevância.

Fomos para o quarto do hotel, os quatro, mas lá eu sabia que não ia rolar nenhuma sacanagem, até porque tinha mais gente junto. Ali, no claro, eu percebi que a mulher era um pouco pior do que parecia. E para completar, ela parecia ter uma micose bem no peito, algo, no mínimo, broxante.

Nesse momento, fiquei aliviado por haver mais gente no quarto. Depois de um tempo enrolando, as duas nos chamaram para levá-las para o hotel. Foi quando, prudentemente, tirei as camisinhas do bolso e joguei sobre a cama para não correr o menor risco de transar com ela.

Isso foi num tempo remoto, dez anos atrás, uma época em que eu era capaz de dizer não para sexo. Hoje eu me pergunto se ainda sou...

6 comentários:

Anônimo disse...

Carnaval é um evento que desperta os instintos mais primitivos nas pessoas...Eu sei disso porque já ouvi músicas do Babado Novo tocando...E rejeitar sexo, independente da situação, condição ou parceira é uma coisa que exige força de vontade, muita força de vontade...

Gustavo disse...

A gente vai crescendo e vai ficando pior.

Anônimo disse...

Eu espero que não, que vc não seja... Mas que continue dizendo não às micoses.

Ah, saudades daqui.
=)
Beijos!

[ rod ] ® disse...

esse crescimento em conceito, às vezes, é foda.r..s.s. abs meu caro.

Ju ♥ disse...

normal seria dizer agora mais velho né? ou a menina era assim tããão esquisita? rs
bj

Karla disse...

já sabe se é capaz de dizer não..?